terça-feira, 24 de novembro de 2009
Pareço um Menino
Os meios autônomos de comunicação hoje em dia são a fábula das mais interessantes em meu a pasteurização da informação e até mesmo da vida atual. Hoje vivemos o status sobreposto a qualidade seja da informação ou da vida sócio-cultural. Quando vejo que coisas do tipo briga de egos, despudorarem e baixarem o nível da discussão como diria minha avó, sinto que estamos em uma via crucies desordenada e sem caminho ou rota de retorno, no caso a sana coerência da qual deveriam se manejarem os seres humanos.
Os meios hiper-valoraram e os meninos de super salários brigaram por net como dizíamos em minha época de usuário de Mirc, e como mau menino levou uma bronca da Globo e teve de retirar do ar o bate-boca com Homerinho. O barraco que irritou a cúpula da Globo, que não aceita ver seus funcionários se expondo dessa maneira foi mais uma chanchada do señor Huck, este que fora aconselhado a cuidar mais da imagem.
Como é impulsivo esse moço, né? - disse Homero Salles, diretor de Gugu Liberato, que não agüentou as acusações feitas pelo menino Luciano, se defendeu, e ainda o chamou de babaca: Deixa de ser babaca…você dirige um táxi que o Gugu dirigia e pensa que pode falar dos outros? Ô nobre colega, até três anos atrás você perdia pro Raul Gil. A Globo teve de gastar uma nota preta comprando formatos. Luciano Huck ficou nervoso porque Gugu entregou um caminhão, ontem, e ainda entrega casas reformadas, como acontece no Caldeirão.
Hoje a TV brasileira vive do comprar formatos, devido as leis americanas de patentes que tem não sei porque um peso internacional que as nossas não possuem. A mim parece absurdo que uma invenção patenteada no brasil possa ser patenteada em terras do Império do Norte e esse registro seja de maior valia e faca com que o inventor brasileiro tenha de pagar para usar seu próprio invento pirateado pelos caros colegas do império. Enfim. Lucianinho que com quadros como o Lata Velha, do Caldeirão, que reforma carros, e a atração que faz reformas de casas são inspirados em formatos de programas internacionais pode falar de plágio?.
Compartilho de algumas idéias imbutas nas afirmações do nada ponderado diretor da Rede Record: “Todos nós assistimos aos programas de reforma de carros americanos…( eu jamais porque não financio a guerra do Iraque e nenhuma outra coisa americano cometo o sacrilégio de comprar para) nem você nem nós inventamos isso…”, disse o diretor em meio a sua cólera pelo ataque sofrido via Twiter.
Para não tomar partido vou usar do elemento de cita e que o universo reflita e tome suas próprias conclusão desse hipertexto concavo que trago para o mundo. Em tempo, a tarimba da cita que poderia se colocar nessa discussão é de Anna Muylaert do filme É Proibido Fumar, que estréia dia 4 em circuito comercial. Em seu segundo longa (o primeiro é o também excelente Durval Discos), Anna que desde seu primeiro filme opta por usar elementos contraditórios com giros brusco de enredo.
Falando sobre a temática do filme, ela diz que tenta examinar esse nó do moralismo presente. "Estamos vivendo num mundo politicamente correto e o filme não é. A grande discussão que quis colocar é sobre a impunidade, a culpa, a escolha que todos podemos fazer, mesmo com um cadáver embaixo do tapete."
Esperemos que nossos ilustres televisivos que tem nas mãos um grande instrumento de massa escolham evoluir do nível pré-escolar, do não corremos o risco de sermos vitimas da insanidade infanto de nossos infantes que em suas briguinhas por rixas bobas em vez de criarem algo novo, e as criações por si só fazem história. Saudades do tempo em que as pessoas eram tão criativas que não se preocupavam com as cópias pois tinham a capacidade de se renovar. Recém completo mais um ano de molesta existencia, e pulo citar minha idade, e descobri por sorte justo a tempo como apaziguar minha crise existencial, vou fazer como os meninos grandes e brigar por besteira como criança manhosa. Será que os senhores estão com síndrome de Peter Pan?
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Continuamos a Pastar
Cuidado, ela voltou! Diria a poderosa emissora carioca, que como sempre menospreza a concorrência. "A Fazenda", reality show da Rede Record, desta vez em sua estréia derrotou a Rede Globo e conquistou a liderança isolada. Crime ocorrido a este domingo 15 de Novembro. A rede paulista tem motivos para comemorar e muito. Com a estréia da segunda temporada de A Fazenda, a emissora desbancou o todo poderoso Fantástico, da Rede Globo. No confronto apenas com o Fantástico, no horário das 22h25 às 23h08, o placar foi de 19 a 16 pontos a favor do reality.
No horário das 22h25 às 0h17, o reality show marcou uma média de 19 pontos com pico de 23, conquistando a liderança isolada. Diriam as más línguas: “não chega a ser uma casa dos artistas”, mas hoje o cenário é outro. À época a TV brasileira era monossilábica e SBT era considerado o único canal de TV além da Rede Globo. Claro que como um canal, ou sub-canal do qual as pessoas tinham vergonha de dizer que assistiam, por sua programação popular. Babaquice em um país onde 1% da população controla 95% do PIB anual.
A emissora da Barra Funda neste período com media de 19 ponto deu uma apertada forte no acelerador e abriu quase 10 pontos de frente da segunda colocada, a ex poderosa dos domingos, ao menos até que acabe “A Fazenda”. Pois a Globo marcou 14; SBT 8 e, RedeTV! 8. Ao pensar os picos fortes do Pânico que colocam a Rede TV muitas vezes em primeiro lugar por minutos, que neste domingo deixarem a Rede Globo e SBT brigando por um terceiro lugar emboladas, tivemos um rally interessante no Ibope deste domingo.
A fórmula reality é realmente uma caixinha de surpresas, por mais que esteja desgastada, as vezes a falta de opção se torna a opção, e nisso deve-se reconhecer que o melhor atendimento de demanda de mercado superficial de neurônios a busca de futilidades via televisão desta vez foi plenamente atendido pela rede paulista. Desbancando a fábrica de futilidades carioca. Esta que dentro desta concorrência dominical já apelou ao formato reality recentemente e fiascando feio como um escatológico e mal planejado “Jogo Duro”.
Em maio, a estréia da primeira edição do reality deu 16 pontos. E empatara na média com o reality global, e com o passar de semanas o foi esmagando. Com a estréia do milésimo No Limite, desta vez com mil mudanças de regras que desnortearam os telespectadores só fez crescer os índices da concorrência. E neste momento um paralelo se construiu também, o humorístico Pânico na TV da Rede TV! Se manteve e até esta semana detém um patamar na casa de dois dígitos. Exemplo desta semana em que marcou uma média de 10 pontos com pico de 13, mantendo a terceiro colocação à frente de Silvio Santos.
Atendendo a pedidos dos fãs, a Record modificou sua grade. Inicialmente, A Fazenda seria exibida às 21h30, mas os fãs de Bela, a Feia não gostaram de saber que a novela seria exibida por volta das 20h30. Com isto, a emissora antecipou o reality e assim ficará a grade, 20:00h - Jornal de Record, 21:00h - A Fazenda, 21h30 - Bela, a Feia, 22h30 - Poder Paralelo. Nessa nova formulação o reality vai bate de frente com a novela das 8 que passa as 21:00h, e será a prova de fogo para o programa. Assim veremos o produto estandardizado e institucionalizado como o produto televisivo mais importante e de maior audiência do país talvez, somente porque não quero dar uma de Walter Mercado, sofre uma baixa a mais que a queda natural do horário que vem em declive desde 2004.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Blecaute de Ética
A peleja Globo X Record cada vez mais passa dos limites da ética, coerência ou qualquer outra coisa que possa se prezar como valor em uma sociedade “civilizada”. Em nota da Folha, a primeira entre inúmeras já repercutir a gafe dupla da manha de 11/11/2009. O ocorrido: A Record em seu programa "Hoje em Dia", exibiu pela manhã um bate-boca ao vivo entre repórteres da Globo e da Record que disputavam uma entrevista com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, sobre o apagão que atingiu 12 estados brasileiros na noite de ontem.
Se já não, mais que o apagão de energia, parece-me que tivemos um apagão na mídia brasileira. Um fato vergonhoso levaria a outro, seria um inicio de romance policial aonde caberia perfeitamente este acontecimento. A repórter da Record Venina Nunes é anunciada pelos apresentadores do programa e aparece ao vivo perto do secretário, que aguardava para ser entrevistado por Camila Bomfim, da Globo News.
Ao lado recordino a argumentação é de que não havia ordem predeterminada e que eles estariam ao vivo e a Globo não. Venina tentou então chamar o secretário para começar uma entrevista, mas foi interrompida pela jornalista da Globo, que informou que ela deveria esperar. Como forma falida de apaziguar a coisa o apresentador Celso Zucatelli, disse: "Muitas pessoas estão querendo ter a informação. Tá tudo certo, não se preocupe, a gente está acompanhando tudo por aqui",e depois criticou o trabalho dos assessores de imprensa. "Se não está ao vivo, se estão segurando o secretário propositalmente... eu venho aqui pedir que a assessoria do secretário colabore. Olha só, o secretário está esperando, nós estamos esperando porque a assessoria resolveu que ele vai esperar", disse o apresentador.
Depois da declaração ao meio da confusão um assessor do ministro: "Você invadiu o espaço da Globo, invadiu o link", disse um assessor de imprensa, impedindo novamente que a repórter se aproximasse. Enquanto a jornalista se explicava novamente aos telespectadores, a Globo News exibia a entrevista de Camila com Márcio Zimmerman. Esta que não estava prevista, em uma clara demonstração de forca. Chamada ao vivo novamente pela equipe do "Hoje em Dia", Venina Nunes teve que esperar novamente, pois o secretário estava gravando uma nova entrevista para a Globo.
O alinhamento hoje da TV Globo com o governo talvez explicar-se-ia por o descriterioso refinanciamento de suas dívidas pelo Governo Lula, quem sabe essa divida pós ou pré paga tenha a ver com mesmo ao fim de 2009 ainda termos um quase monopólio midiático em contra a exemplos de diversos países, onde há uma partilha do filão TV. O menos racional dessa história é que pensaria eu se pudesse opinar, que por mais que haja concorrência, se é que existe concorrência no Brasil. Deveria se-la por competência e não por influência.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Os filhos de Adão
Em um mundo virtual, trivial e repleta pelo imperativo “vida moderna” como pretexto para qualquer besteira que se diga em prol de avanços, muitos desse que parecem retrocesso . Mesmo com intranet, infranet, internet, NET hoje ainda é possível que176 páginas possam causar polêmica? O sábio, provocador, inquieto, sagaz, crítico, comunista, escritor e polemista José Saramago consegue. Sua compatriota conhecida talvez mais cá que lá, a dramaturga, escritora e jornalista Maria Adelaide Amaral, 67, diz não ter o menor interesse de ler "Caim", novo livro de seu de Saramago, que entrou nesta semana na lista dos mais vendidos no Brasil.
Compatriotas, pero no muy amigos
Estamos em plenos anos 2009, beliscando 2010 e a qualquer barbárie que escutamos o jargão mais velho que minha avó nos caí a boca ou ao ouvido. “Isso é coisa de gente atrasada”, pois bem. Neste caso vejo que a um teor mais sintomático que racional na declaração da luso-brasileira, sendo que muito me apedrejariam por disser que uma escritora renomada e etc, possa ser dita como antiguada. Amaral diz em evento da Folha de S. Paulo e para a mesma que, teve teve sua religiosidade aumentada a pouco tempo e tentou explicar seu desinteresse pelo novo trabalho do escritor ateu. Em 2003, a autora de sucessos no teatro e na TV superou um câncer e se apegou cada vez mais ao catolicismo. Mas francamente nada contra a religião, mais em um evento oficial como escritora, ícone, opiniões particulares e rancouras creio não caber. Quanto mais em uma religião baseada no medo, morte e mentira. Parece-me vir apenas a título de minorar a obra, que já por si só é um exito.
Deus ou deus?
"Caim", novo livro do escritor português José Saramago, terá lançamento durante a Feira de Frankfurt, que começou a polemizar já de seu lançamento em 14 de Outubro. Saramago, como sempre, Saramago. Um ponta pé no embole e frisón que estaria por gerar deu-se na frase: "A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus"- proferido sem pudores pelo autor. O Nobel de Literatura de 1998 ao usar até mesmo de palavrões para contar a história do primogênito de Adão e Eva, choca aos puritanos ou demagogos. Todavia os conhecedores da obra do português compreendem a ótica e coerência desta obra, onde o responsável pela morte do irmão Abel é protagônico.
Quando Deus é chamado de "filho da puta", a reação dos setores mais reacionários é de contra-atacar e chamar-lo de herege. Não ponhamos instituições como culpadas o não de algo, sim as pessoas que compram algo de certas instituições, sejam em que sentido for são culpados criminais em maior grau de responsabilidade que as próprias. Independente da força de ímpeto das palavras em este caso usadas pelo escritor, a óbvia provocação tem duas vias de fato em posicionamento ideológico. Uma que escandaliza-se e outra que aplaude.
Partidarismo santo
Os primeiros o fazem por estarem dentro de crenças cristianas, passam a usar em algumas vezes algumas das más palavras que Saramago atira a “Deus”, entre aspas já que não crê em sua existência. Os que aplaudem são os que gozam do poder de status quo, pois como ateus simples não podem com tanta “propriedade” fazer o mesmo que o lusitano. Neste caso o romancista português, conhecido por posições de esquerda e seu gosto pela provocação, entre outras disse que a Bíblia é um "manual de maus costumes". Seja que, o rebu está feito e instaurado.
A obra herege
Nesta parte da trama o autor através da ótica, ou retina de um Caim contestador profere e indaga a Deus: “Esse senhor "rancoroso" admite a culpa pelo crime contra Abel, não hesita em estimular guerras, matar crianças inocentes, punir os bons e fazer com que as pessoas acreditem em situações improváveis. Como é possível um homem embriagado engravidar uma mulher? Como todos os animais do planeta poderiam ter sido representados na Arca de Noé? São algumas das perguntas que Caim se faz ao observar a trama bíblica. Ainda afirma que, por meio dele, expõe a "infinita dimensão da estupidez humana", capaz de acreditar em fábulas como essas. "Curiosamente, não se repara que Deus não fez nada durante a eternidade que precedeu a (suposta) criação do universo. Depois, não se sabe por que nem para que, resolveu fazer um universo. E desde então está outra vez sem fazer nada", conclui.
Provocante Nobel
José Polêmica Saramago, é o contestador nato e aos mais de 80 anos ainda um rebelde. Em um colóquio com o filósofo italiano Paolo Flores D'Arcais, o escritor português chamou o papa Bento 16 de "cínico" e disse que a "insolência reacionária" da Igreja Católica precisa ser combatida com a "insolência da inteligência viva". "Que Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar seu neomedievalismo universal, um Deus que ele jamais viu, com o qual nunca se sentou para tomar um café, mostra apenas o absoluto cinismo intelectual" desta pessoa, disse o Nobel de
Literatura. Publicitário, além de escritor?
Uns vão dizer que o livro é uma obra marqueteira, outros que veio tarde e que coisas que se falam no tal já deveriam ser palavra de regra. O que ocorre é que as pessoas deveriam despir-se do seu pré conceito e encarar como uma ficção. Isso no ponto de vista arte, pois arte não é sacra nem profana, o é. A velha história que sempre questiono. O importante é o que se diz ou quem diz algo? Arte pela arte, palavra pela palavra, verdade pela verdade, coerência e ética e nada mais. Valores cada um tem os seus, mais o importante é usar-los com critérios. Com critérios tudo, sem critérios nada.
Estou por ler a obra, só não o fiz porque por aqui onde vivo a literatura em língua portuguesa não chega. Quero poder falar um pouco mais sobre, mas ao contrário de muitos, prefiro falar bem ou mal do que conheço. Outro dia buscava um simples Nelson Rodrigues e não achei. Coisa que mesmo num Brasil onde o nacional não tem muito valor, se encontra até em livraria de bairro. Creio que se não encontro por aqui, pedirei a um amigo ou amiga que me envie por correio. Quero descobrir dentre outras coisas se somos ou não filhos de Adão. Claro que segundo a lente de José Saramago.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Luso-fobia ou Brasileiro-fobia?
A prova de que hoje a linearidade histórico-temporal não mais existe se deu em repercussão a uma matéria feita em 2007 para o canal GNT, por Maitê Proença. Um efeito bola de neve que hoje movimenta internautas e a mídia luso-brasileira. Para situar alheios a essa quase colisão diplomática, cito a matéria da Folha Online de 13/10/2009 - 21h24:
Maitê Proença grava pedido de desculpas aos portugueses.
Maitê Proença gravou hoje um pedido de desculpas pelo vídeo no qual aparece fazendo piadas durante uma viagem a Portugal. Exibido há dois anos no "Saia Justa", no canal pago GNT, o vídeo motivou a criação de um abaixo-assinado que exige "um pedido claro de desculpas" da atriz.
A polêmica veio à tona após reportagem publicada pelo português "Jornal de Notícias". Maitê afirma que o vídeo é uma "brincadeira caseira". "Brasileiro é muito brincalhão", argumentou. "A gente brinca com aquilo pelo qual a gente temafeto."
Ainda em tempo os números da "crise diplomática" Brasil-Portugal são pra mais do que expressivos. Polêmica qual a direção do canal GNT oficialmente em comunicado lastima: "A direção do canal GNT, no Brasil, afirma que não houve qualquer intenção em ofender os portugueses e Portugal ao exibir o vídeo no "Saia Justa", em março de 2007.
O GNT lamenta a repercussão negativa do quadro "Saia de Vídeo" e pede desculpas aos cidadãos que se sentiram atingidos."
Entre as várias brincadeiras da atriz uma que muito irritou nossos patrícios falava de uma placa com o número 3 pendurada ao contrário em frente a uma casa, e conta os problemas que enfrentou durante sua hospedagem no país. "Tive problemas com a internet do hotel e pedi um técnico para arrumar. Mandaram um técnico que não sabia nada de informática. Ele olhava pro meu mouse como se fosse uma capivara", em um trecho do Saia Justa. "Depois a gente fala de português, que eles são esquisitos. Mas é assim mesmo". Todos os meios já repercutiram o tema, tanto na TV, seja em Portugal ou no Brasil. Das últimas matérias sobre o tema Maitê dada a revista Caras, mostra já o desgaste seu com o assunto: "Amo e amarei Portugal, independentemente dos mal intencionados", declarou.
Índices numerológicos da peleia
Mais os números e a ola sobre o ocorrido é gigantesco. No Youtube é que a coisa esquenta, pois os ataques verborrágicos de ambos lados tomam uma proporção inimaginável ao considerar-se que estamos ao ano 2009, da dita era pós-moderna. Ao fazer uma busca no Google me assustei com o resultado da pesquisa: "Maitê Proença"Portugal. Na Web o sítio aponta: Resultados 1 - 10 de aproximadamente 132.000 páginas em Português sobre "Maitê Proença"Portugal. (0,27 segundos). Em vídeos se têm de resultados 1 - 10 de cerca de 251 para "Maitê Proença"Portugal.
Se compreende em estes desde artigos contra e em favor da atriz, vídeos com a matéria e centenas de vídeos respostas e sub-titulados acima da reportagem do GNT. A mim parece uma coisa tão louca e febril que se crie uma espantosa discussão por um quadro que intenciona-se despretensiosamente a, e de título "Saiu de Vídeo", como se fora um vídeo caseiro. Até eu me meti a fazer um vídeo resposta a um dos que se intitula: Resposta a Maitê Proença - Saia Justa - Portugal, que está com aproximadamente 80 a 85mil acessos no momento - http://www.youtube.com/watch?v=tX_GPxkuEP8&feature=related .
Um novo recurso do Youtube ao menos para a minha pessoa me tentou por acidente de percurso. Agora acima da opção comentários existe o "Resposta ao vídeo", este que ao chegar de uma festa em Buenos Aires cliquei na intencionalidade de fazer um comentário ao vídeo xenofóbico e descobri essa função em que você pela câmera caso a tenha conectado ao ordenador ou PC. Fui por ato osmótico ao link este, pois até então era ao mesmo lugar disponibilizada a função de comentário.
Não resisti a tentação e gravei um vídeo resposta de 33 segundos em 14 de Outubro de 2009, era um pouquinho mais mas o sistema cortou minha frase final: "O Território que hoje é chamado de Brasil". O vídeo de resposta ao vídeo de resposta, adoro essa redundante mais necessária aclaração, têm como título: Re: Resposta a Maitê Proença - Saia Justa - Portugal. Esta outra singela produção caseira ( http://www.youtube.com/watch?v=MXaNxv_zA-o ) gerou até o momento de escritura deste artigo a aproximados 11000 acessos, para mais de 700 comentários, ainda mais de 80 avaliações e centenas de ataques pessoais xenófobos.
A boa filha a casa torna
Agora ao pedirem que a senhora Maitê Proença Gallo (São Paulo, 28 de janeiro de 1958) é uma atriz, apresentadora de televisão e escritora brasileira. Filha de Margot Proença e Eduardo Gallo, Maitê Proença chegou a iniciar o curso de graduação de Psicologia na PUC-SP, mas não o concluiu, pois a carreira paralela de atriz decolou. A atriz é mãe Maria Proença Marinho, nascida em 1990. Eu conheci a atriz por primeira vez ao trabalhar na hilariante Sassáricando de Silvio de Abreu, que tinha no elenco os grandiosos Paulo Autrán e Tônia Carrero. Atores novos também faziam parte da trama, incluso o ganhador de uma das edições do programa português de show de realidade: "Quinta dos Artistas", Alexandre Frota.
Esse elo eu faço somente para explanar como bestificado fiquei com tamanha chacrinha diante deste ocorrido. Que alguém se ofenda com determinada coisa, fato, facto como ainda os antigos diriam, e todavia confesso que uso também para remeter alusivamente a factualidade de algo creio que seja valido. Já diz a máxima: "Posso não estar de acordo, mas defendo seu direito de se manifestar até o dia de minha morte". Mas é um tremendo despautério certos tipos de comentários que estão sendo postulados de ambas as partes. Citarei democraticamente dois, um de cada "lado", dos mais leves para não chocar a quem conseguiu chegar até aqui.
Os dois lados da moeda são iguais
Cito aqui o comentário do obviamente português de usuário no portal Youtube DB1143: "Só para que saibas seu zuca de merda, quando os Portugueses e o seu Grande Imperio chegaram ao brasil, voces zucas ainda eram macacos e viviam em arvores, deviam estar eternamente gratos aos Portugueses por vos terem ensinado a andar em duas pernas! Nao ver ouro nenhum! FILHOS DA PUTA", do qual juro não ter alterado uma vírgula.
Do lado de cá a coisa também não é tao simpática nem tao pouco mais polida. O usuário Zekitcha2, tenta fazer uma meia culpa, mas também cai na xenofobia: "Mais ignorante do que as colocações preconceituosas da arrogante Maitê é a reação desproporcional que o videozinho da Maitê causou. Esse programa Saia Justa é visto por uma ínfima minoria de brasileiros bestas, na TV fechada, ou seja, paga. Ao darem cartaz a essa jumenta, estão muito mais fazendo um favor a ela e um desfavor a Portugal, corroborando as afirmações dessa jumenta de pai, mãe e avós, pelo visto.
Ou seja, vocês, portugueses, estão confirmando o que Maitê disse.", idem a primeira cita.
Pobre Maitê, se há um erro existencial nessa história não foi apenas seu. Uma que a direção do canal poderia ter cortado a cena da fonte, e não a descrevo porque particularmente me parece um tanto mais que depreciativa, pois tenho TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo, se quer pego dinheiro que caia no chão quando estou na rua a não ser que tenho álcool para desinfetar.
Esqueceram um ser humano nesta história A atriz antes conhecida apenas por ter interpretado personagens históricos, como Marquesa de Santos e Dona Beija, Maitê foi muito elogiada à época quando fez, no teatro, a Princesa Isabel; agora também o é por uma gafe que um bom editor ou diretor de programa poderia ter evitado. Ao passar dos anos pudemos vê-la na televisão onde fez a romântica Juliana em Guerra dos Sexos 1983 e a professora Clotilde, par romântico do bóia-fria Sassá Mutema de Lima Duarte, em O Salvador da Pátria, de 1989. Talvez seu papel mais expressivo na TV.
Longe de defender qualquer gênero de preconceito seja: xenófobo, racial, homofóbico ou qualquer outro que o ser humano sejam ainda capaz de criar, somente vejo um demasiado exagero nessa história. Todavia erros ocorrem, e se esse foi o de Maitê, que tanto quanto ela foi humilde em admitir-lo seriam os lusofóbicos e os brasileirófobos, e os não nenhuma dessas duas coisas em aceitar suas desculpas e ter a soberbia de encerrar esse tema.
Carreira, ou corrida?
Passa que como “ator-MENTADO”, sei o quão é difícil a carreira e seja como for existe uma profissional e mãe de família que tao pouco está sendo digamos muito respeitada por muitos devido a este vídeo. Coerência deve pedir quem a têm. Sem embargo de uma maneira ou outra Maitê Proença tem sua história inegável e simplesmente não pode servir a preconceituosos que aproveitam um ocorrida para finalmente mostrar quem verdadeiramente são. Poderia citar tanto meu currículo, mas o artigo não é sobre mim, quem quiser que vá se informar no Google. E embora nunca tenha buscado fazer nada além do teatro não considero atores de TV artistas menores como muitos atores teatrais. São formatos distintos e independente de onde se atua, ainda defino estes que o fazem bem ou mal, em atores e não atores. E continuo a chamar Maitê de atriz, com propriedade.
O currículo é extenso, citando apenas as obras mais conhecidos realizadas por ela como em 1991 fazendo a segunda Helena de Manoel Carlos, em Felicidade, fazendo par romântico com Tony Ramos, o que se repetiria em O Sorriso do Lagarto, do mesmo ano, A Vida como Ela é..., em 1996, e em Torre de Babel, de 1998. Todas exibidas em muitos países da Europa. Exceto A Vida Como Ela É…, série de televisão baseada nas obras do maior escritor brasileiro em minha modesta opinião, Nelson Rodrigues, com adaptação de Euclides Marinho e direção de Daniel Filho, premiado em 1997 como melhor diretor pela Associação Paulista de Críticos de Arte.
Mas seu currículo se perderá? Devido a este vídeo ao menos em Portugal creio que a senhora Proença não terá mais tanta receptividade do povo lusitano. Eu particularmente vejo um ranço de preconceito nessa repercussão, afinal parece-me desculpa esfarrapada certas agressões portuguesas a coletividade dos brasileiros seja por internet ou com os imigrantes ou turistas que pisam em território europeu. E engana-se quadradamente quem pensa que em Portugal a coisa é mais amena. Piadas ou...
Agora a pensar estou cá, os portugueses também fazem piadas com brasileiros, alentejanos e etc. Nós com gaúchos, paulistas, cariocas, paulistas, turcos, judeus, americanos, baianos, enfim... Se fosse assim ao ponto de nos estressarmos a cada anedota, teríamos programas tao engraçados quanto os de humorísticos portugueses ou americanos. Ops... Me escapuliu. Era piada. Agora me processem por opinar que as comédias portuguesas não me fazem rir.
O que passa com a gente na atualidade? Todos estão muito histéricos, mal humorados e expondo seus preconceitos através da intertextualidade descontextualizada dos fatos, ou vídeos no caso. Seres humanos vocês nada aprenderam com o Nazismo, Facismo, Salazarianismo, Franquismo, Bushismo, americanismo, Stalinismo, Mercantilismo entre outros ismos. Só digo que devemos ter um pouco de leveza mesclada a responsabilidade obviamente em nossas vidas, para não atingirmos a vida "perfeita" dos países nórdicos onde as pessoas se suicidam de tédio.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
domingo, 11 de outubro de 2009
É um barato o Cassino do Chacrinha!
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Ramón Dutra, Florianópolis/BRA - Jornalista, Blogger, Crítico de Cinema e Mídia
José Abelardo Barbosa de Medeiros (Surubim, 30 de setembro de 1917 — Rio de Janeiro, 30 de junho de 1988), o Chacrinha. O que foi ou é este senhor para a história da TV Brasileira é impossível nominar, dizer ou explanar. Um dos poucos ícones do entretenimento que transitou dignamente por várias emissoras de TV.
Seu cunho popular nunca fora negado nem por ele. Com frases cabalísticas como: "Na TV nada se cria, tudo se copia!", ele mais que Nostradamus profetizou o que hoje vivemos no meu cultural e de entretenimento no país, no mundo.
Do Surubim para o mundo
Recém lançado em festivais um documentário sobre um rapaz nordestino que contagiou de alegria o país têm causado burburinho e controvérsia no meu pseudo-cult-alto-intelectualizado dos festivais audiovisuais.
Os ingredientes mais que conhecidos fazem da película um particular: chacretes e calouros de um dos programas de maior sucesso da TV brasileira (exército de anônimos que a indústria do entretenimento cria para, em seguida, descartar), entre depoimentos pra lá de polêmicos recheiam a obra. Cita em entrevista a Folha de S. Paulo: "Fiquei esquecido, mas tenho alma de artista", crê Manuel de Jesus, buzinado dezenas de vezes. No filme, ele entoa "Quando o inverno chegar..." e, à chegada da nota mais aguda, buzina para si: "Fon-fon".
Quem quer abacaxi?
Além das roupas engraçadas e espalhafatosas, foi um escalde de criatividade. Entre várias frases que se enraizaram na cultura popular da época e permeiam muito até hoje como: "Na televisão nada se cria, tudo se copia", "Teresinha!", "Vocês querem bacalhau?" , "Eu vim para confundir, não para explicar!" e "Quem não se comunica, se trumbica!" e "Quem quer abacaxi!". Mistura explosiva dados por bordões, chavões populares, calouros e jurados. Estes que o ajudavam a criar o clima de farsa, quase uma literatura de cordel via TV, no qual se destacaram Carlos Imperial, Aracy de Almeida,Rogéria, Elke Maravilha e Pedro de Lara, dentre muitos outros. Também nunca, jamais se pode deixar de mencionar os mais que criativos nomes de suas dancarinas como Rita Cadillac, Índia Amazonense, Fátima Boa Viagem, Suely Pingo de Ouro, Fernanda Terremoto.
Alô Alô Terezinha, documentário dirigido por Nelson Hoineff, esmiuça para o público quem foi Abelardo Barbosa, o irreverente Chacrinha. Com um detalhado trabalho de pesquisa e imagens recuperadas, Hoineff conta a trajetória do apresentador como se fosse um programa de televisão. Essa meta-linguagem inter-textual por si só já é merecedora de aplausos, mas a "crítica especializada em cinema" como sempre é capaz de azedar o bolo do bom e aplaudir os similares em concepção ao molesto, insosso e desprovido de sentido "Cinema Novo", ao qual o público sempre saiu das salas de cinema igual a quando entrou, pensando que cinema é algo inatingível a não ser para seres super privilegiados como os tais críticos especializados.
Um veículo ou formato audiovisual que toma de outro elementos tanto para sua linguagem e/ou discurso, muitas vezes se torna uma pavada. Neste caso o documental creio ser perfeito pois, busca mais que falar sobre uma pessoa, fala sobre um programa de televisão. Para isso mitificar o criador Abelardo Barbosa faria desmerecer o documental.
Ainda o criticam, mas ele entendia o povo
A figura polêmica do tema se estende para a receptividade de crítica e público ao trabalho. Exibido em dois festivais de cinema, Rio de Janeiro e Recife, o documentário dividiu opiniões. Muitos se divertiram e voltaram no tempo ao ver o espírito do “Cassino do Chacrinha” recriado no longa. Outros se sentiram ofendidos, inclua ai algumas ex-chacretes, com as declarações com conotação sexual da vida nos anos 70 de Chacrinha e seus colegas de trabalho.
Hoineff se defende das críticas ao afirmar que quis fazer um documentário com o mesmo espírito excêntrico de Chacrinha, um tapa no politicamente correto e humor com amarras, vividos hoje. O diretor acredita que "na televisão atual o apresentador não teria espaço por tudo ter ficado burocrático. Coisa que ele, Chacrinha, nunca foi." Friamente pode-se dizer que criticar Hoineff é por tabela retomar a critica ao popular, pois Chacrinha é sinônimo de popular.
O produtor-idealizador do filme ainda provoca os grandes, ou pequenos entendedores do audiovisual do país: "Meu limite foi o limite do Chacrinha. Não ridicularizo ninguém", garante. "Mas tem gente que só acha bons os documentários do Discovery ou aqueles sobre miséria."
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Ramón Dutra, Florianópolis/BRA - Jornalista, Blogger, Crítico de Cinema e Mídia
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
SINCERANDO Falando sobre...
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
O que define um clássico? No futebol seria como aquele jogo que até os não aficionados do futebol se interessam ou comentam. No teatro as obras que, mesmo que não sejam interessantes, de alguma forma criaram uma nova onda, linguagem ou parâmetro diferencial dentro da história do teatro ou da sociedade.
A Televisão é um invento relativamente novo, mesmo tomando elementos narrativos audiovisuais do cinema e do rádio, a mescla como que veio com o tempo a condensar-se e criar um bicho muito particular. A linguagem televisiva foi se consolidando a um ponto na história mundial de forma impressionante. Grande exemplo são os produtos televisivos que vão para o cinema e muitos cineastas mais ortodoxos e críticos de cinema afirmam ser uma invasão, senão apenas uma exibição de um produto televisivo em tela grande. No Brasil o fenômeno "O auto da compadecida" de Ariano Suassuna, foi ponto de controversia no meio audiovisual. Pois que, a peca teatral adaptada e exibida em formato de micro-serie pela Rede Globo, sofrendo apenas alguns cortes de edição foi lançado no circuito nacional de cinema e obteve milhões de espectadores.
Quais as "causas, motivos, razões e circunstâncias"?
Indubitavelmente um dos maiores clássicos da televisão mundial é "El Chavo del 8", conhecido no Brasil como apenas "Chaves". Hoje a série também tem sua versão desenho animado também. Chaves, já foi exibido em mais de 90 países, onde conseguiu os primeiros lugares de audiência, inclusive no Brasil onde apesar das reprises do seriado, sempre foi um ponto forte do SBT por conseguir alavancar a audiência de algum horário. Em alguns momentos, voltou a superar o também clássico Pica-Pau.
A meta-linguagem sócio cultural que é usada por Bolaños em Chaves é sutil, digamos politicamente correta para a época e talvez ainda para hoje. Chaves é o retrato da América Latina e quiças do mundo. Ao retratar um órfão, aborda indiretamente a condição de extrema pobreza, e isso em 1971, em que vivemos. As personagens todas não eram arquétipos, mas densamente bem caracterizados. Realmente verossímeis. Seja em sua construção pelos intérpretes como pelo conceito embutido em suas sinopses.
Quico e dona Florinda são o retrado da nossa classe média falida que como sardinha e arrota caviar. Seu Madruga, esse é o melhor, mostra como se pode viver sem trabalhar, ou que não se pode trabalhar para viver. É uma metáfora irônica as condições de trabalho a que o imperialismo nos coloca, aonde se trabalha não para viver, apenas sobreviver. Professor Girafales poe em uma única frase o que é ser professor em nosso território: "Eu tenho esperança no futuro, e essas crianças são o futuro...". Dona Clotilde, a bruxa, que é julgada apenas pela aparência, pode-se considerar uma crítica a ditadura descartável da beleza. Mesmo porque Angelines Fernández Abad, era considerada até a década de 60 uma das mulheres mais lindas do México, a atriz espanhola recebera também muitos prêmios como atriz dramática. Chiquinha tinha um que de menino moleque e também de pós modernidade, já uma tendência hoje de androgenia social cada vez mais comum, seguindo a linha feminista com Dona Neves, brilhante interpretações de María Anthonieta de las Nieves.
Os capítulos "perdidos"
A série exibida pelo SBT, vêm sendo reprisado até que episódios novos apareceram em 1988. Em 1990 e 1992, os últimos lotes de episódios foram comprados pelo SBT, no entanto, somente episódios até a fase entre 1979 e 1980 foram exibidos. Alguns foram exibidos apenas uma vez e/ou deixaram de ser exibidos e são chamados de episódios perdidos. O canal de Silvio Santos alega que uma enchente ocorrida em 1992 destruiu boa parte dos episódios, mas os fãs dizem que não é bem assim, já que no ano 2000 o SBT chegou a exibir alguns capítulos "perdidos". O movimento que tem um site, onde conta com um abaixo-assinado virtual para quem quiser participar desta tentativa junto ao SBT, para que episódios da série mundialmente exitosa de Roberto Bolaños. Existe hoje um abaixo assinado que já chega próximamente a 2000 assinaturas virtuais. Repercutiu em alguns sítios web, e já é comentado nos corredores do SBT. Quem ainda não conhece o movimento "Chavista", ou ainda não participa pode acessar e aderir através do sítio http://www.grandesclassicos.net/movimento/index.html.
Foi sem querer querendo
Chaves chegou ao Brasil juntamente ao nascimento da TVS, que depois viria a se chamar Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), a emissora de Sílvio Santos. Em meio a falta de recursos na época para preencher a grade de horários, Sílvio optou pela parceria com a televisão mexicana. Importar atrações como telenovelas, séries e filmes do México era barato e trazia bons resultados. Eis que chegava um lote de novelas da Televisa que foram dubladas pela Maga, em parceria com o SBT.
O lote dublado, a então desconhecida serie teve aproximadamente oitenta episódios comprados, que foram dublados e apresentados ao dono do SBT. A atração tinha reprovação dos homens de confiança de Sílvio. Contudo, ele contrariou sua equipe e exibiu o seriado como teste no programa do palhaço Bozo, em 1984, alternando com o seriado Chapolin Colorado. A série se tornou um sucesso, tendo por vezes a maior audiência do SBT segundo o IBOPE, conseguindo vencer por várias vezes a Rede Globo. A partir de 1988 começou a ser exibido em horário nobre. Seu maior pico de audiência foi de 36 pontos, em 1990. Desde o fim de fevereiro deste ano, um grupo de fãs dos seriados Chaves e Chapolin, exibidos pelo SBT, batalham com um movimento chamado "Volta Perdidos CH & CH", onde pedem à emissora a exibição de episódios que não vão ao ar há muito tempo, alguns há mais de 15 anos.
A série somente uma única vez saíra do ar
A anos atrás a ameaça de não ter mais o seriado em teve aberta causou protestos no site do SBT, Orkut e até um piquete frente a emissora do patrão. Medida que acabou por não ocorrer e fez com que se criasse um novo horário de exibição as 5:30h.
Hoje existe uma outra mobilização na rede. existe um sítio que cadastra todas as repercussões do movimento e também um abaixo assinado evocado pelo seguinte texto explicativo:
AOS AMIGOS CHMANIACOS,
este abaixo-assinado visa trazer de volta inúmeros episódios das séries "Chaves" e "Chapolin" que, há anos sumiram do mapa. São os que figuram no famosíssimo guia de episódios perdidos. Incrivelmente, também há episódios inéditos que estão há mais de 20 anos dublados. Se você é realmente fã das séries, nos ajude a fazer com que o SBT acabe com a "piadinha". Se você pertence à Imprensa, ajude-nos também. Para maiores informações sobre os "episódios perdidos", acesse nosso site: www.voltaperdidosch.com
Gratos!
O pequeno e seus grandes feitos
Bolaños têm muitíssimas personagens em sua gama mais destacada, como o próprio Chaves, Chapolin Colorado, Dr. Chapatin, Chaveco, Pancada Bonaparte, Dom Caveira. Hoje atua ainda em teatro e a pouco fez uma turnê pela américa latina. Em seus programas mais conhecidos no mundo três já foram exibidos no país El Chavo del Ocho (Chaves) - Chespirito - El Chapulín Colorado (Chapolim).
Até mesmo em Os Simpsos, Bolaños fora citado, através da personagem Chapolim. O criador da série americana já declarou-se por diversas vezes um admirador do autor mexicano. Além de enaltecer os próverbios Chispirianos, por que Bolaños é conhecido como o Sheakspear mexicano e dado o apelido Chispirito, entoados pela personagem Don Ramón (Seu Madruga): Algumas frases de Seu Madruga ficaram bastante conhecidas, como: "A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena" e "As pessoas boas devem amar seus inimigos".
Hoje a gigante Televisa ainda exibe as 18h a maioria dos episódios. À época, 1971, quando fora exibido o primeiro episódio pela rede; as BGMs (músicas de fundo que tocavam durante o programa) originais do seriado eram composições famosas de instrumentistas norte-americanos como Pete Winslow, Tony Hymas e John Charles Fiddy. Como a produção da Televisa não possuía verba de sobra para compor músicas próprias, foram utilizadas músicas da década de 30 compostas por tais artistas. Além disso, um dos temas de abertura da série foi The Elephants Never Forget, de autoria do compositor francês Jean Jacques Perrey - os direitos autorais na época eram mais baratos.
O movimento chamado "Volta Perdidos CH & CH", onde pedem à emissora a exibição de episódios que não vão ao ar há muito tempo, alguns há mais de 15 anos, fora destacado no Portal Natelinha, em matéria de 05 /10/09. Entre outros sítios do setor também começam a eclodir notas sobre o movimento. Clássicos a parte, este tem uma legião de seguidores, continua líder do Ibope ao seu horário de meio-dia e ainda consegue divertir nesta TV atual. Isso sem apelação!
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Clássicos Pós-Modernos
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
O que define um clássico? No futebol seria como aquele jogo que até os não aficionados do futebol se interessam ou comentam. No teatro as obras que, mesmo que não sejam interessantes, de alguma forma criaram uma nova onda, linguagem ou parâmetro diferencial dentro da história do teatro ou da sociedade.
A Televisão é um invento relativamente novo, mesmo tomando elementos narrativos audiovisuais do cinema e do rádio, a mescla como que veio com o tempo a condensar-se e criar um bicho muito particular. A linguagem televisiva foi se consolidando a um ponto na história mundial de forma impressionante. Grande exemplo são os produtos televisivos que vão para o cinema e muitos cineastas mais ortodoxos e críticos de cinema afirmam ser uma invasão, senão apenas uma exibição de um produto televisivo em tela grande. No Brasil o fenômeno "O auto da compadecida" de Ariano Suassuna, foi ponto de controversia no meio audiovisual. Pois que, a peca teatral adaptada e exibida em formato de micro-serie pela Rede Globo, sofrendo apenas alguns cortes de edição foi lançado no circuito nacional de cinema e obteve milhões de espectadores.
Quais as "causas, motivos, razões e circunstâncias"?
Indubitavelmente um dos maiores clássicos da televisão mundial é "El Chavo del 8", conhecido no Brasil como apenas "Chaves". Hoje a série também tem sua versão desenho animado também. Chaves, já foi exibido em mais de 90 países, onde conseguiu os primeiros lugares de audiência, inclusive no Brasil onde apesar das reprises do seriado, sempre foi um ponto forte do SBT por conseguir alavancar a audiência de algum horário. Em alguns momentos, voltou a superar o também clássico Pica-Pau.
A meta-linguagem sócio cultural que é usada por Bolaños em Chaves é sutil, digamos politicamente correta para a época e talvez ainda para hoje. Chaves é o retrato da América Latina e quiças do mundo. Ao retratar um órfão, aborda indiretamente a condição de extrema pobreza, e isso em 1971, em que vivemos. As personagens todas não eram arquétipos, mas densamente bem caracterizados. Realmente verossímeis. Seja em sua construção pelos intérpretes como pelo conceito embutido em suas sinopses.
Quico e dona Florinda são o retrado da nossa classe média falida que como sardinha e arrota caviar. Seu Madruga, esse é o melhor, mostra como se pode viver sem trabalhar, ou que não se pode trabalhar para viver. É uma metáfora irônica as condições de trabalho a que o imperialismo nos coloca, aonde se trabalha não para viver, apenas sobreviver. Professor Girafales poe em uma única frase o que é ser professor em nosso território: "Eu tenho esperança no futuro, e essas crianças são o futuro...". Dona Clotilde, a bruxa, que é julgada apenas pela aparência, pode-se considerar uma crítica a ditadura descartável da beleza. Mesmo porque Angelines Fernández Abad, era considerada até a década de 60 uma das mulheres mais lindas do México, a atriz espanhola recebera também muitos prêmios como atriz dramática. Chiquinha tinha um que de menino moleque e também de pós modernidade, já uma tendência hoje de androgenia social cada vez mais comum, seguindo a linha feminista com Dona Neves, brilhante interpretações de María Anthonieta de las Nieves.
Os capítulos "perdidos"
A série exibida pelo SBT, vêm sendo reprisado até que episódios novos apareceram em 1988. Em 1990 e 1992, os últimos lotes de episódios foram comprados pelo SBT, no entanto, somente episódios até a fase entre 1979 e 1980 foram exibidos. Alguns foram exibidos apenas uma vez e/ou deixaram de ser exibidos e são chamados de episódios perdidos. O canal de Silvio Santos alega que uma enchente ocorrida em 1992 destruiu boa parte dos episódios, mas os fãs dizem que não é bem assim, já que no ano 2000 o SBT chegou a exibir alguns capítulos "perdidos". O movimento que tem um site, onde conta com um abaixo-assinado virtual para quem quiser participar desta tentativa junto ao SBT, para que episódios da série mundialmente exitosa de Roberto Bolaños. Existe hoje um abaixo assinado que já chega próximamente a 2000 assinaturas virtuais. Repercutiu em alguns sítios web, e já é comentado nos corredores do SBT. Quem ainda não conhece o movimento "Chavista", ou ainda não participa pode acessar e aderir através do sítio http://www.grandesclassicos.net/movimento/index.html.
Foi sem querer querendo
Chaves chegou ao Brasil juntamente ao nascimento da TVS, que depois viria a se chamar Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), a emissora de Sílvio Santos. Em meio a falta de recursos na época para preencher a grade de horários, Sílvio optou pela parceria com a televisão mexicana. Importar atrações como telenovelas, séries e filmes do México era barato e trazia bons resultados. Eis que chegava um lote de novelas da Televisa que foram dubladas pela Maga, em parceria com o SBT.
O lote dublado, a então desconhecida serie teve aproximadamente oitenta episódios comprados, que foram dublados e apresentados ao dono do SBT. A atração tinha reprovação dos homens de confiança de Sílvio. Contudo, ele contrariou sua equipe e exibiu o seriado como teste no programa do palhaço Bozo, em 1984, alternando com o seriado Chapolin Colorado. A série se tornou um sucesso, tendo por vezes a maior audiência do SBT segundo o IBOPE, conseguindo vencer por várias vezes a Rede Globo. A partir de 1988 começou a ser exibido em horário nobre. Seu maior pico de audiência foi de 36 pontos, em 1990. Desde o fim de fevereiro deste ano, um grupo de fãs dos seriados Chaves e Chapolin, exibidos pelo SBT, batalham com um movimento chamado "Volta Perdidos CH & CH", onde pedem à emissora a exibição de episódios que não vão ao ar há muito tempo, alguns há mais de 15 anos.
A série somente uma única vez saíra do ar
A anos atrás a ameaça de não ter mais o seriado em teve aberta causou protestos no site do SBT, Orkut e até um piquete frente a emissora do patrão. Medida que acabou por não ocorrer e fez com que se criasse um novo horário de exibição as 5:30h.
Hoje existe uma outra mobilização na rede. existe um sítio que cadastra todas as repercussões do movimento e também um abaixo assinado evocado pelo seguinte texto explicativo:
AOS AMIGOS CHMANIACOS,
este abaixo-assinado visa trazer de volta inúmeros episódios das séries "Chaves" e "Chapolin" que, há anos sumiram do mapa. São os que figuram no famosíssimo guia de episódios perdidos. Incrivelmente, também há episódios inéditos que estão há mais de 20 anos dublados. Se você é realmente fã das séries, nos ajude a fazer com que o SBT acabe com a "piadinha". Se você pertence à Imprensa, ajude-nos também. Para maiores informações sobre os "episódios perdidos", acesse nosso site: www.voltaperdidosch.com
Gratos!
O pequeno e seus grandes feitos
Bolaños têm muitíssimas personagens em sua gama mais destacada, como o próprio Chaves, Chapolin Colorado, Dr. Chapatin, Chaveco, Pancada Bonaparte, Dom Caveira. Hoje atua ainda em teatro e a pouco fez uma turnê pela américa latina. Em seus programas mais conhecidos no mundo três já foram exibidos no país El Chavo del Ocho (Chaves) - Chespirito - El Chapulín Colorado (Chapolim).
Até mesmo em Os Simpsos, Bolaños fora citado, através da personagem Chapolim. O criador da série americana já declarou-se por diversas vezes um admirador do autor mexicano. Além de enaltecer os próverbios Chispirianos, por que Bolaños é conhecido como o Sheakspear mexicano e dado o apelido Chispirito, entoados pela personagem Don Ramón (Seu Madruga): Algumas frases de Seu Madruga ficaram bastante conhecidas, como: "A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena" e "As pessoas boas devem amar seus inimigos".
Hoje a gigante Televisa ainda exibe as 18h a maioria dos episódios. À época, 1971, quando fora exibido o primeiro episódio pela rede; as BGMs (músicas de fundo que tocavam durante o programa) originais do seriado eram composições famosas de instrumentistas norte-americanos como Pete Winslow, Tony Hymas e John Charles Fiddy. Como a produção da Televisa não possuía verba de sobra para compor músicas próprias, foram utilizadas músicas da década de 30 compostas por tais artistas. Além disso, um dos temas de abertura da série foi The Elephants Never Forget, de autoria do compositor francês Jean Jacques Perrey - os direitos autorais na época eram mais baratos.
O movimento chamado "Volta Perdidos CH & CH", onde pedem à emissora a exibição de episódios que não vão ao ar há muito tempo, alguns há mais de 15 anos, fora destacado no Portal Natelinha, em matéria de 05 /10/09. Entre outros sítios do setor também começam a eclodir notas sobre o movimento. Clássicos a parte, este tem uma legião de seguidores, continua líder do Ibope ao seu horário de meio-dia e ainda consegue divertir nesta TV atual. Isso sem apelação!
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
domingo, 4 de outubro de 2009
La negra, a grande estrela hoje nos deixou
Correspondente em Buenos Aires
Argentina em luto. Faleceu Mercedes Sosa, hoje 4 de Outubro de 2009, a artista nascida em Tucumán, exilada política sendo proibida de pisar em solo argentino pelos militares na década de 70. expoentes da Nueva Canción, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rechaço ao que entendiam como imperialismo norte-americano, consumismo e desigualdade social.
Seu corpo será velado no Congresso Nacional Argentino em Buenos Aires, até as 12h do próximo dia. Com mais de 50 álbuns na carreira "La Negra" como carinhosamente fora apelidada, recém gravou seu ultimo disco, um álbum duplo contando com várias participações. Dentre tantas figuras expressivas internacionalmente participaram Joaquín Sabina e Caetano Veloso.
A fila para a despedida a grande cantora chega a mais de 2 quadras. Mercedez a alguns dias teve um agravamento em seu estado de saúde levando-a UTI a ois dias atrás. Um de seus mais memoráveis momentos de uma carreira repleta de êxitos foi ao apresentar-se no Carnegie Hall e ser ovacionada por mais de 15 minutos.
O sentimento de comoção inunda ao país portenho. A sempre tao efusiva artista nos deixa, mais sua grande obra inexoravelmente resiste, tal e qual ela mesma resistiu aos anos de chumbo e a expulsão de seu amado país em um de seus momentos mais críticos. Seu ultimo lançamento "Cantora" recém saiu e é o "regalo" derradeira dessa estrala da música latina.
Fernando Schweitzer
Correspondente em Buenos Aires
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Mercedez Sosa internada em estado grave
Correspondente em Buenos Aires
Buenos Aires, 1 de Outubro de 2009 10:56 - Esta noite após um agravamento de seu quadro de saúde, a cantora Mercedes Sosa volta a ser internada, e neste momento respira com a ajuda de aparelhos. A 11 dias internado no Hospital de "La Trinidad" devido a "problemas nos rins e pulmão", nesta noite teve um aumento brusco de temperatura o que levou os médicos a recorrerem ao uso de um respirador artificial.
Aos 74 anos de idade Mercedes Sosa não pode fazer o lançamento de seu ultimo projeto, o audaz álbum duplo "Cantora", devido a seu estado debilitado. Do projeto consta também a participação de grandes astros da música mundial como Joan Manuel Serrat, Luis Alberto Spinetta, Shakira, Gustavo Cerati, Charly García, Calle 13, Joaquín Sabina e ainda o brasileiro Caetano Veloso.
Seu repertório transitava do folclórico ao romântico e nanãoomente argentino bem como lalatino americano. Exitosa em todo o mundo esteve em 2008 também em Florianópolis dentre outras várias cidades brasileiras, nesta turnê que se concluiu em mais de 10 shows na Europa.
Escute no sítio web Youtube o adianto do seu ultimo trabalho "Cantora", no dueto com Caetano Veloso - com a canção "Coração Vagabundo".
Fernando Schweitzer
Correspondente em Buenos Aires
http://www.youtube.com/watch?v=Qcwr73SNjGM
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Quem vê capa, não vê conteúdo
“Quem paga meu salário é o SBT, ele se irrita nos bastidores da Globo”. Por si só a frase não pode fazer muito efeito a primeira vista. Essa frase é repercussão da noticia que circulou a semana passada informando que o Programa da Eliana teve 40 minutos de liderança sobre o Domingão do Faustão, e a autora nada mais que a irmã do mesmo.
Leonor Côrrea, hoje diretora de Eliana no SBT; ex-diretora do Melhor do Brasil na Rede Record e ex várias emissoras, ao proferir tal frase ainda disse em matéria a coluna do Fabíola Reipert no R7 que tem um relacionamento pessoal com Fausto Silva. Também seria de espantar que não, pois não estamos a falar de amadores da TV e sim profissionais de larga e longa data.
Aí que esta o eixo da questão, Leonor não fez nem fará nenhuma revolução, mas mesmo em um SBT sem o prestigio de anos fez o que mais quer a TV, resultado. É aquele famoso feijão com arroz do futebol: bom jogador, bom técnico, bom campo e nada mais.
Cantadoras - Mistura de Cantoras e apresentadoras
Eliana tem vários anos de telinha desde quando era conhecido pelos dedinhos apenas. Hoje bate uma bola razoável para a média de qualidade atual de apresentadoras. Quando começou proveniente da "teen band" feminina Banana Split, fenômeno da década de 90; já era figura fácil em vários canais. De cantora apresentadora foi um pulo, seguindo os passos da rainha ainda da televisão Hebe, esta que incluso ao cantar inaugurou a TV no Brasil.
As vezes o simples faz a festa, ou nesse caso a audiência. Em tempos de reality pós reality, todos formatos que por si só são um produto de marketing, aonde o que vende é o formato e não o conteúdo. Como Ídolos hoje em outra emissora e repetindo exatamente o mesmo numero no Ibope. Até que dessa vez por tanta repetição devem ter copiado alguma alteração ou da versão americana ou europeia, ou da versão latina o "Latin American Idol" do qual se fazem eliminatórias em toda América Latina menos Brasil.
A realidade dos realities não muito reais
Dizem os produtores do programa que para tornar a disputa mais acirrada, e para nivelar o julgamento dos 24 finalistas, a produção do programa de talentos da TV Record, Ídolos decidiu separar os concorrentes em dois grupos, o primeiro com 12 homens, e o segundo com 12 mulheres. A idéia é boa, esperemos que a final não seja em como outras temporadas o fim da picada.
A mídia hoje em dia é cada vez mais "multimídia", não? A décima edição do "Big Brother Brasil" reservará muitas surpresas. - ...e eu posso com isso? - Segundo o diretor J.B Oliveira, o famigerado e vulgo Boninho, avisa do perigo que estamos por sofrer: "o reality deverá ter duração maior do que os cerca de 80 dias de confinamento. "Tudo depende da programação da Globo", contou à coluna.
Constrói-se um cenário, põe-se cartas marcadas, assina-se contrato de silêncio para meses de vigencia após o termino do martírio, digo programa; e ainda assim nos querem vender essas coisas como "Reality Show". Tudo bem que nem todo mundo sabe Inglês, incluo-me em los que pregam a extincao dessa arma de dominacao yanke. Mas essa até um bebê sabe traduzir. Não é possível... Onde está a realidade dos tais "Shows de realidade"?
Sitcom em vários formatos
Vai ser uma quase adaptação de "Toma lá da cá", também da emissora carioca. Imaginem que com 2 casas. Todos de uma irão fornicar com gente da outra casa, depois como na série se terá um atual que foi "ficante" ou "amor pra toda vida" como nos episódios de edições anteriores de alguém da outra casa. A mistura de formatos e hipertextos estará mas que contemplada na "nova versão" do "novo" BBB.
Aí também teremos outra fusão de influencias ou busca de "novas idéias" para logo em nossa querida TV. Baseado nas tirinhas de Adão Iturrusgarai, publicadas na Folha, o tal novo programa foi ao ar como um especial de fim de ano em 2008. A idéia deu certo e "Aline" foi promovida a série na grade da emissora. A estreia está marcada para quinta-feira (1º), após "A Grande Família", a não ser que haja algum imprevisto da produção.
Até o cinema?
Uma prova de que até mesmo a sétima arte esta a sofrer de retrolavagem e reciclagem de conteúdo e formatos é a nota recem publicada por um jornal americano. Freiends a serie, vai segundo o jornal "Daily Mail" virar filme. Ainda o jornal afirma que as seis estrelas de salários ultra milionários concordaram em mudar para a tela grande, seguindo o sucesso do filme "Sex and The City". De acordo, isso significa que Jennifer Aniston, 40, Courteney Cox, 45, Lisa Kudrow, 46, Matt LeBlanc, 42, Matthew Perry, 40, e David Schwimmer, 42, ficarão juntos no mesmo cenário pela primeira vez desde que o seriado acabou em 2004.
Contudo, todavia, entretanto ou como queiram os sátiros ao ironizar a vida: "Você viu o novo Programa do Gugu?". e da outra ponto o outro sátiro entendendo a malícia diz: "Ah obviamente que sim... Até mudou de canal... Até o nome do programa dele mudaram!". Nisso os dois riem ao dizer: "Só esqueceram de além de mudar a capa, de mudar o conteúdo!".
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
O Clone 2
É clonagem? E não fala da novela com Giovana Antonelli, nem do que a Rede Globo fez com a programação da TV Excelsior na década de 60. Creio piamente que sim, neste caso também o é. A Rede Record quer ter um "Vídeo Show" próprio, segundo informações do jornal O Globo, na coluna de Patrícia Kogut. Ainda, a emissora paulistana prepara um programa vespertino sobre os bastidores de suas novelas e atrações, nos moldes do concorrente global. Além do formato, a Record também estaria interessada em contratar apresentadores atuais da atração.
A pergunta é também se vai pegar. Pois se realmente seguir a cartilha do produto global terá talvez alguns problemas. Pois que, O vespertino carioca está a anos usando o discurso, ou linha editorial, que ignora que existam no universo outros canais que não a Rede Globo. Ou seja, a Record em tese não falaria de outra emissora, o que seria uma revolução ou involução, porque indiretamente o único quadro sobre TV na emissora que faz parte do "Hoje em Dia" fala amplamente da classe artística.
Durante anos a emissora do Projac tratou seus ex artistas como criaturas que desapareceram da face da terra. Um artista que saia da emissora simplesmente era abstido da boca dos ainda contratados. Muitas vezes artistas eram dados como mortos praticamente pós saírem da Globo.
Geladeira da Globo
Me pareceu muito raro certo comentário que minha avó fez-me quando Lucélia Santos voltou a Rede Globo em 2001. Mesmo depois de trabalhar em uma lista de feitos além mar, digo além Globo, como em: 1996 - Dona Anja (SBT); 1995 - Sangue do Meu Sangue (SBT)1990 - Brasileiras e Brasileiros (SBT); 1987 - Carmem (Manchete).
O estigma criado no caso específico de Lucélia foi um dos casos mais terríveis da história da bolha extra Globo no Brasil. Mas casos não faltariam para ilustrar o efeito "Geladeira da Globo".
A TV não se faz de realidade
Então penso, voltando ao assunto central: Seria ideal ter mais um programa sem noção da realidade, ou limitado, como o vídeo show? O que ocorre é que, vai que um dia a Record derruba a Globo, o que teremos? Mais uma emissora monopólica e que ignora a existência de vida inteligente fora dela? _Com a palavra Serginho Groissiman que usa como slogan do intragável "Altas Horas" o bordão jocoso: "Altas Horas, vida inteligente na televisão!". Se vida inteligente é entrevistar pseudo atores globais de teste do sofá e ainda fingir que existe cérebro dentro dessas carcaças eu prefiro uma vida burra na televisão.
Se fosse eu o produtor
A coisa pra funcionar tem de ser ou 8 ou 80. O risco do 80 é ter um piripaque na primeira corrida, e do 8 é não alcançar quase ninguém. TV estratégicamente se consegue ibope muito mais por costume que por qualidade, já diria Walter Clark. Se a opção é seguir a risca a fórmula Vídeo Show, pode ser que mais que audiência ao próprio programa gere um crescimento aos demais produtos da rede. Agora se misturar as coisas, digamos, uma cara de "Vídeo Show" e um conteúdo de Sônia Abraão, aí a coisa fica feia. Tomaria eu o cuidado de manter ao menos por 4 meses a alternativa do 80.
Côncavo e Convexo
Se valor e gostos são subjetivos, a busca por alguém que nos valorize também pode ser. E sempre é valido lembrar que muitos profissionais saíram da poderosa em busca de reconhecimento, acima do status quo de ser global. É até preconceituoso e marginativo o que se faz hoje e antes fora pior. O pensar: "Se está na Globo é bom, se não está desconheço." - é a mais chucra bucefalia da sócio cultura brasileira.
Nessas horas que veja que minha nega baiana tem "már que razaum". Ivete Sangalo gravará um DVD no Madison Square Garden, em Nova York, no dia 4 de setembro de 2010. Tanto criticaram minha rainha, como se diz na Bahia, que ela vai tentar ganhar agrado dos gringos. Molestaram-na porque estava grávida, porque troco de namorado, porque arranjou um novo, porque não gravava CD de inéditas... Ela deve ter pensado como eu: "Sabe meu rei, vou pros exterior pra vê se alguém me dá valor".
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Mais perdido que cego em tiroteio!
o Blog "Curtas e Quentes do portal o Planeta TV! trás: "O primeiro capítulo de "Viver a Vida", exibido na noite desta segunda-feira (14/09), na Globo, marcou 42 pontos de média e pico de 46, segundo números prévios na Grande São Paulo. No mesmo horário, ou seja, das 20h54 às 22h09, a segunda colocada marcou 7 e a terceira 6. Com esta média, a trama de Manoel Carlos supera a estreia da antecessora, Caminho das Índias, que marcou 39 pontos".
O mais do mesmo do "Maneco" acaba que surte efeito na repetitiva TV brasuca. Não o culpo, até o saludo. Vencer o re-re-re-remake de "Bety, a Feia", é realmente um "grande mérito. Para não falar do restante da concorrência. E isso é assumido pelo próprio autor em entrevista ao Jornal Estado de Sao Paulo, cito:
Estadao - De todos os autores com estilo bem marcado, você é o que mais se apega às repetições. Sempre teve em mente que estava construindo uma marca? Não. E desde o começo da minha carreira é uma coisa muito remota! Mas, desde o começo, me interesso por escrever sobre as mesmas coisas que escrevo até hoje. Não me interesso por grandes fantasias.
Quanto mais, pior
Quanto mais sei e vejo TV mais confuso fico. Depois que Daniela, a filha número... do patrão, claro. Ela que fez pesquisa na internet para detectar a insatisfação do público com o horário atual das séries no SBT. "Muitos dos nossos telespectadores reclamam que nossas séries são boas, mas de difícil acesso. Estamos facilitando o acesso a este conteúdo", fala ela. Precisava tanto pra identificar isso? O óbvio. Anos de grade voadora derrubaram o SBT e isso nao precisa de mais de 2 de QI para saber.
Nesse tiroteio louco, onde ator não é ator, cantar se não paga não canta na TV, isso quando realmente canta e não dublar sua voz em versão mutante de estúdio, é que não sabe-se mais qual é o critério para algo estar na grade se é que hoje a TV tem critérios.
Eu estou bonzinho, será que deveria?
Esses dias meu senso de justiça está maior do que o comum, Pois, poderia fazer um comentário maldoso e que muitos desconhecedores de alguns fatos avalizariam. A bailarina Sheila Mello confirmou convite da Record para participar do reality “A Fazenda”. No entanto, a ex-loira do É o Tchan colocou uma condição para assinar o contrato. Ela quer ser aproveitada no elenco das novelas da Record após o término do reality show. Se eu quisesse ser cruel omitiria o fato de que a loira está ma quase 4 anos estudando interpretação. Se deu resultado só vendo pra crer.
Em um momento onde uma das fundadoras da TV no Brasil sofre alguns comentários que a deixaram chateada. Falo claro de Hebe Camargo, 80 anos, que além de sofrer com a baixa audiência do programa que comanda no SBT, se garante que um tremendo mal-estar tomou conta dos bastidores do Complexo Anhanguera nos últimos dias. Devido a que até o momento Silvio Santos não manifestou o desejo de renovar o contrato da apresentadora, que vence em Dezembro próximo.
Nessa semana de tudo passou. Até o diretor de rede do SBT foi notícia Guilherme Stoliar, foi ontem a Brasília para reclamar ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, do avanço das igrejas, principalmente as evangélicas, sobre a programação das TVs. Seria um revide indireto a Rede Record que em rede nacional tem horário fixo arrendado a Igreja Universal.
Faltou uma manchete dizendo: "Dormiu com a Madonna, virou apresentador!". Está quase certo que o VMB 2009 conte com a presença "especial" de Jesus Luz. Durante a coletiva de imprensa, realizada na sede da MTV, na segunda-feira (14), em São Paulo, o diretor da premiação, Cacá Marcondes, confirmou que o namorado de Madonna foi convidado para dividir a entrega dos prêmios. No entanto, ele ainda não confirmou presença. Podiam convidar a Hebe creio que teria mais lógica, ao menos ela é cantora mesmo que não fosse apresentadora.
A ditadura voltou, suave, mais ainda repressora
No início da noite desta quinta-feira (10), a TV Globo soltou um comunicado interno restringindo o uso de mídias na internet, como blog, Twitter, facebook, orkut, por seus artistas contratados. A informação foi dada pela coluna Radar, da Veja online. Ditadura e auto censura, e o povo discute liberdade de imprensa no país em que o diploma de jornalista não é mais obrigatória e antes nem sempre necessário.
Twitteiro de carteirinha, Bruno Gagliasso, contratado da Rede Globo nominou o veto como censura: “Amo o que faço: arte!!!Sou contra qualquer tipo de censura”. Fernanda Paes Leme foi taxativa: “Não existe Arte sem liberdade de expressão. Blog, twitter ajudam o público a conhecer o artista por trás do personagem... eu vou continuar por AQUI”! - textual do twitter da atriz.
Óh vida, óh azar... Tinha um desenho que dizia isso e finalizava um tanto fanho e desanimado: "Isso não vai dar certo".
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
A "Manchete" do dia!
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Aos menos velhos que eu, pode ser que essa recordação tão sublime sequer faça parte de sua lista de coisas a sentir saudade. Parte de minha infância foi recheada por uma emissora hoje infelizmente extinta. Graças a essa emissora eu passei vários recreios de minha segunda série brincando de Changeman e Flashman, seriados japoneses vinculados pela TV Manchete.
A rede boicotada de várias maneiras a época foi a responsável por vários mega ultra sucessos extra vênus platinada. É meio chavão ou senso comum mais para quem desconhece a informação pode ser valido para tentar romper com essa emblemática impressão de que a rede dos Marinho é a única com qualidade e invencível. Além de ter lançado várias estrelas hoje globais como Murilo Rosa, Drica Moraes e Taís Araújo, essa justamente protagonista da próxima principal novela da poderosa, a emissora teve muito que mostrar em seu curto período de vida.
A TV Manchete ou apenas Manchete foi fundada na cidade do Rio de Janeiro em 5 de junho de 1983 pelo jornalista e empresário ucraniano naturalizado brasileiro Adolpho Bloch que permaneceu no ar até o dia 10 de maio de 1999. Além de transmitir o Carnaval Carioca com grande êxito em seu ano de estréia, algo que fez a Globo ao ano seguinte se arrepender de não o ter feito e voltar a transmiti-lo em 1985, a rede tocou no ponto até então pouco explorado por emissoras além Jardim Botânico. O ramo de novelas foi um grande destaque da emissora e hoje lhes conto que 10 anos após de sua transmissão final ainda o é.
É da Silva, mas não é o presidente
Explico-me. dentre várias outras obras realizadas uma que voltou a tona no Brasil pelo SBT, recém terminou sua exitosa exibição ao país vizinho. Além de grandes feitos como Dona Beija (1986), Helena (1987), Corpo Santo (1987), Kananga do Japão (1989), sua primeira produção dramaturgica foi a minissérie Marquesa de Santos (1984). Dentre vários sucessos, houve uma trama clássica de Benedicto Ruy Barbosa, Pantanal, que sacudiu o conservador Brasil da década de 90, exibida entre 1990 a 1991. Vieram outros como A História de Ana Raio e Zé Trovão (1991), Tocaia Grande (1995) e Xica da Silva (1996). Sim, é dela mesma, Xica da Silva, que estou a falar.
Apesar de tantas críticas à época hoje a trama atingiu mais uma grande marca. O último capítulo de "Xica da Silva" obteve excelente audiência na Argentina. Nesta última terça-feira (08), conquistou excelentes 9.3 pontos de média, ocupando o terceiro lugar isolado no ranking do Ibope. Essa foi a melhor marca da emissora daquele dia. Enquanto sua substituta "O Profeta" não chega a 5 pontos sequer, menos queo dia de estréia de Xica da Silva vinculadas ambas pelo Canal 9.
A trama protagonizada por Taís Araújo e produzida pela Manchete encerrou sua jornada em terras portenhas como maior êxito fora das duas principais redes este ano. Ao longo de sua exibição, "Xica da Silva" teve diversos problemas com a concorrência. Por ser veiculada às 22h, enfrentou fortes concorrentes como o "Caiga Quién Caiga", o CQC argentino, a novela "Valientes" e o bem sucedido "Showmatch" ambos do canal "El Trece".
Em tempos de tramas mais que repetitivas tanto no Brasil como no exterior, é interessante pensar que uma produção de formado diferencia possa sim ter ainda sucesso. Em contra a muitos críticos que só aplaudem a mesmice e o vil.
Manchete vence Rede Globo novamente
Pode-se considerar que a TV Globo novamente perdeu para a TV Manchete. Já que quem substitui a querida e extrovertida Xica é um produto global. Esse que não atingiu o mesmo índice de estréia da produção Manchetiana. Escrita por Walcyr Carrasco, autor de menos pior resultado do horário das 6 e também das 7 entre novelas nesta ultima década, sob o pseudônimo Adamo Angel e dirigida por Walter Avancini. Xica da Silva levou a Rede Manchete de volta ao segundo lugar na audiência geral da televisão brasileira, depois de alguns anos em crise.
Em 2005, o SBT causou uma grande surpresa no mercado televisivo brasileiro, ao anunciar que adquiriu os direitos de exibição da novela; estreou a reprise em 28 de março, indo até 9 de dezembro do mesmo ano, às 22h. O sucesso da reprise de Xica da Silva, que triplicou a audiência da emissora de Sílvio Santos recolocando-a na vice-liderança no horário, levou a Rede Bandeirantes a comprar os direitos de exibição de outra novela da Rede Manchete, Mandacaru, e reprisá-la no mesmo horário em 2006.
Xica pelo mundo
Xica da Silva foi exibida na TVI (Portugal) em 1997, e mais tarde, em 2003, reexibida na SIC (Portugal). Teve grande êxito no exterior, sendo transmitida em vários países como Chile (onde foi líder absoluta também em sua reprise), República Dominicana (que exibiu a novela quatro vezes), Angola (onde Taís Araújo foi recebida com honras de Chefe de Estado, por causa do sucesso da trama), e Venezuela, Equador, Rússia, Colômbia, Bolívia, Honduras, Nicarágua, Porto Rico, Panamá, Paraguai, Peru, Guatemala, Japão, Argentina e outros.
A trama também fez enorme sucesso nos Estados Unidos, ao ser exibida pela emissora Telemundo, e abriu caminho para as novelas brasileiras no país. A coisa foi tão inacreditavelmente Taís Araújo foi contratada pela Telemundo por um ano para promover a novela e participou de um reality show da emissora; por conta do êxito de Xica fez participação especial no também sucesso colombiano, Betty, a Feia. Na época foi eleita pela revista People espanhola uma das 50 personalidades mais bonitas do mundo. Recentemente, de 14 de Novembro de 2006 a 24 de Agosto de 2007, Xica foi reapresentada nos EUA (pela terceira vez), porém, pela TV Azteca America.
É isso aí
A Manchete é o fantasma na história presente e passada da poderosa rede carioca. É isso aí, realmente só pra variar a qualidade deve vencer o status. Taís Araujo com apenas 17 anos era uma atriz pronta e mais de 10 anos depois finalmente chega ao horário da 8 como protagonista em Viver a Vida, de Manoel Carlos. E pensar que a vara da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro notificou publicamente a Manchete além de protestos de setores da sociedade pedindo para retirada da novela do ar. Realmente o Brasil não sabe o valor que tem, e dá valor ao que não tem valor.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Invente, tente, assista algo diferente
Invente, tente, assista algo diferente
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Me chamou atenção ao ler no jornal extra online a matéria de Leonardo Ferreira -09/09/2009, o como estamos em um país de libertinagens e com zero de liberdade. Alheio eu ao fato tardiamente me embasbaquei ao ler a seguinte nota:
O autor José Louzeiro prepara um livro sobre os bastidores da proibição de sua novela “O marajá”, que seria exibida pela Manchete em 1993. A trama contava com humor a trajetória de Fernando Collor e foi impedida de ir ao ar poucas horas antes da estreia. Mesmo sem ter visto nenhum capítulo do folhetim, o ex-presidente conseguiu impedir na Justiça a exibição, num caso claro de censura prévia. Ele teria se sentido ofendido pelo que nunca viu. Depois disso, as fitas sumiram. “A novela se perdeu em trambiques, com muito dinheiro envolvido. Acho que nunca veremos essa história”, diz Louzeiro.
Um dos detalhes revelados no livro é que o próprio departamento comercial da emissora, segundo Louzeiro, ajudou a boicotar a novela. Sem que os autores nem o diretor da história (Marcos Schetman, que dirige hoje "Caminho das Índias") fossem consultados, foi posta no ar uma chamada de "O marajá" , considerada, mesmo nos dias de hoje, muito forte. Nela, uma enfermeira levava numa bandeja de prata supositórios com cocaína para o ex-presidente. A chamada foi o que alertou Collor, que logo depois entraria com uma ação para impedir a exibição da novela.
Vendo os índices das novelas baixos hoje em dia penso no que pode estar faltando para que as mesmas voltem a patamares estratosféricos de anos atrás. Pois seja por falta de qualidade de atores, muitos meros seres que tiveram momentos intimo com diretores de elenco, produtores e afins. Seja por remakers de histórias batidas e que já tiveram milhões de versões como a Colombiana "Bety, la Feia", que no Brasil fora exibida a anos atrás pela Rede TV!, depois teve "La Fea Mais Bella" exibida pelo SBT em versão dublada, na adaptação feita pela mexicana Televisa que hoje exibe pela tarde a versão original Colombiana. Mas o pior é o que se passa hoje, neste momento temas "Ugly Bety" versão americana realizada pela tradicional ABC, no ar pelo SBT. E ainda uma versão em horário nobre na Rede Record, "Bela, a feia".
Tanto lá como cá
Mas quem pensa que a coisa está assim só no Brasil se engana quadrada-mente. A grande exportadora Televisa hoje tem como opção comprar roteiro de novelas argentinas e colombianas para diversificar os temas de sua novela, coisa que a Globo jamais fará por ego exacerbado. O último caso é a exitosa novela exibida pela rede TELEFE e produzida pela Endemol/Underground em parceria com a emissora. "Los exitosos Pells", que no México se chama "Los Exitosos Pérez" devido ao sobrenome Pells não existir no México. Novela essa que teve segundo apontam alguns sítios portenhos direitos de exibição comprados pelo SBT que exibira a partir de dezembro uma adaptação e tinha em mente para agosto a exibição da versão dublada, mas engavetou a exibição pensando na possibilidade de produzi-la.
A novela que tem 6 premios "Martin Fierro" o principal da Argentina na área artística, englobando TV e teatro em seu rool de premios, quase não iria ao ar, pois era uma produção independente da Endemol Argentina para o mercado latino e não especificamente para Argentina. A substituição Exibida às 22:00, de segunda a quinta-feira como a maioria das novelas no país, teve como protagonistas Carla Peterson a mesma do sucesso "La Lola", também já exibida no Brasil. Ainda em exibição existem versões na Espanha, Chile, Ecuador e México devido a compra depois de assistir o piloto pela TELEFE, mudança de atores que ocasionou uma "porteñización", como trataram os meios do país, da trama e principalmente do sotaque e gírias utilizadas. Ocorre que o sotaque argentino é demasiadamente particular e utiliza até mesmo de tempos verbais distintos da maioria dos país de língua espanhola.
Aqui temos na Rede Globo a antropofagia do horário das 6, como o remake de "Paraíso" e tantas outras, algumas raramente feitas por outras emissoras como "Mulheres de Areia" da TV Excelsior. Temos também lá Walcir Carrasco com a milésima novela que parece copiar o texto e piadas de suas próprias novelas anteriores. Glória Pérez com suas emboladas tramas sem rumo que se guiam mais pelas pesquisas de público da emissora do que pela intuição e suposto talento da autora. Isso vem a constatar uma dura realidade de que o povo consome muitas vezes mesmice com roupa nova. A questão é de quem sabe melhor disfarçar isso.
O SBT tem um redundante fracasso com a adaptação de "Vende-se um véu de Noiva" de Janete Clair, novela escrita inicialmente para o rádio. Talvez aí o grande problema. Não acredito que o canal tenha reambientado dramaturgicamente para a linguagem de TV a obra e sim meramente atualizado poucas coisas da historia e filmado os diálogos.
Ineditismo nao vende
Foi-se o tempo da foice em que o novo era o que mais vendia. Hoje a sociedade está pasteurizada e com lomba de pensar. O que vende hoje é a repetição. Como citação ilustrativa de um sábio que a muito percebeu o quanto o povo se deixa levar irracionalmente pelos meios de massa: "Quer fazer sucesso? É só repetir qualquer coisa no cocuruto do povo..." em a Gota d´água de Chico Buarque. Onde uma personagem aconselha ao sambista Jazão lhe ensinando a fórmula do sucesso.
Poder Paralelo é um retumbante fracasso de Ibope hoje com media de 5 pontos a 7 no máximo. O detalhe é que a produção e trama são impecáveis. Ainda o elenco conta com monstros da interpretação como Beth Coelho e Antonio Abujamrra dentre vários outros. E mesmo assim "Caminho da Índias" com a "atriz profissional", sabe se Deus como se formou, Juliana Paes batendo recordes de audiência.
O Marajá
Acredito piamente que "O marajá" deveria ser refeita, hoje em dia se faz e se refaz tanta porcaria, que seria de muita valia. Ou isso ou fazer uma novela em estilo grande épico como "Cidadão Brasileiro" de Lauro Cézar Muníz, onde as personagens foram retratas pelos mesmos atores dos 20 até a morte, alguns claro. Se não sobre Collor talvez sobre seu antecessor, hoje envolvido em alguns escândalos, nosso querido José Sarney. Creio que vou registrar dois nomes possíveis: 1) Brasileiros e Brasileiras; 2) Planos Cruzados. E no caso Collor: "Impeachment, porque?"; "Caçador de Marajás", "O Confisco", "Cadê minha poupança?"... Mais um que me interessaria muito que fora aprovado por alguma emissora é: "Ressurreição", afinal de contas nosso ex-mal-presidente é senador eleito.
Se alguém me contratar me junto a um par de colaboradores e escrevo uma novela, bons títulos já tenho.
PS.: Peco desculpas aos leitores da coluna pelo atraso da mesma. Tive de mudar as pressas do Hotel Residência em que estou a viver em Buenos Aires, devido a seu fechamento. Me avisaram domingo(6) a noite que fechariam ao dia 15. Ou seja, 9 dias para conseguir um novo lar, sem muito "tu-tu" no bolso foi um tanto "fastidioso". Agora de casa nova podemos voltar a trocar idéia minha gente. Forte abraco e continuem aqui, que prometo falar menos besteiras na próxima coluna semana que vem.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Falta
A grande novidade do domingo (30 de Agosto de 2009), de novidade pouco teve. O tal polêmico Programa do Gugu, com o próprio, só que agora atravez do canal 7 de São Paulo, de novo teve apenas com cenário "high-tech" com 120m² de telas de LEDs que são coordenadas de acordo com os quadros do programa. No total, o espaço tem 650m² e pode receber uma platéia de até 200 pessoas.
A Audiência
De acordo com dados preliminares obtidos pelo ’O Planeta TV!’, o "Programa do Gugu", no horário das 19h56 às 00h03, marcou uma média de 16 pontos com pico de 19,5. O programa de estreia ficou na liderança por aproximadamente 15 minutos. Veja o ranking do horário:
Esses foram os índices da guerra dominical no horário nobre da TV brasileira: Globo - 22, Record - 16, Rede TV! - 9, SBT - 8. Realmente ao menos para estreia. Os índices do Ibope representam aproximadamente 60 mil domicílios, dados que servem como referência para o mercado publicitário.
Equilíbrio sem conteúdo
Quando é que nos poremos a pensar, ou melhor, a repensar o que nossas concessões "públicas" estão a fazer no caso das TVs, para nao ter de falar do "transporte público" e demais relegos de serviços que segundo a constituição sao de responsabilidade das instituições governamentais.
Enquanto no país o governo for forte e as instituições fracas teremos cada vez mais teremos maiores disparates como o estratosférico contrato de Augusto Liberato pela Rede Record. A inflação saiu do supermercado e chegou ao alto degrau da televisão.
Quando vemos o velho patrão, sua criação em outro canal e contra eles o Faustão é uma competição com muito ão para um só dia na televisão. O que ocorre é realmente só para continuar a rima é literalmente falta de opção.
Como a música
É impossível saber se o louco hoje é quem produz ou quem dá Ibope a certas coisas. Como a música Shakiriana "Si me falta el argumento y la metodología, cada vez que se aparece frente a mi tu anatomía". Em meu caso digo que não tenho mais realmente que argumentar dentro da óbvia situação, e nao haverá metodologia para não deixar-me estarrecido com o pandemônio ao qual está se tornando a TV no país. E a anatomia paradoxal que me trava os sentidos é a TV atual.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
domingo, 23 de agosto de 2009
GGM: A Grande Guerra Midiática
É insuportável começar um artigo sobre TV usando o termo "******" pelo Ibope, embora acredite que possa tranqüilamente abordando o tema aludir claramente a tal palavra "secreta" de seis letras a que não citei, ainda.
Ademais do fenômeno “A Fazenda”, que refletiu índices recordes em programas como o “Hoje em Dia”, “Geraldo Brasil” dentre outros da casa nos dias em que repercutiam as polêmicas do reality. A revista matinal da Record registrou 14 pontos e o programa de Geraldo Luís 13 pontos de média na última quinta (20), índice recorde das duas atrações desde suas respectivas estréias. Neste mesmo dia, a Record alcançou suam maior média em 2009. Foram 11 pontos entre sete da manhã e meia-noite.
A tempos que a emissora tem investido em frentes múltiplas para alcançar o almejado posto de emissora líder no país, o que ao menos diz pretender. O combate entre as duas maiores redes do painel nacional atual segundo a Folha Online de 22/08/2009, está por iniciar uma nova fase. O combate via documentários. A Record comprou na quarta-feira (19) os direitos de "Muito Além do Cidadão Kane", produção inglesa de 1993 com pesadas críticas à Rede Globo. Em contra-ataque, a Globo negocia "Universal, Uma Ameaça ao País dos Crentes" (2002), documentário francês inédito no Brasil e no YouTube.
Um aviso aos navegantes
Para quem não tem idéia de que se trata um ou ambos os documentários é valido aludir a que se propõe cada um dos trabalhos.
Enquanto o filme francês, produzido pela TV católica francesa KTO, retrata a relação estreita entre igreja e emissora de TV. Ainda segundo a produção, não passa de um meio para Macedo aumentar sua própria influência política. A certa altura, entrevista o atual senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que admite que o governo "aceitou" a venda da Record para uma igreja, embora isso fosse, à época, vetado pela Constituição.
Já "Muito Além do Cidadão Kane", que está na íntegra no Google Videos, foi idealizado como programa em quatro blocos para o canal inglês Channel Four, em 93. Convencionou-se chamar essa obra de documentário porque, depois da TV, os blocos foram unidos e vendidos na íntegra em CDs e fitas piratas no Brasil e em outros países. "Muito Além do Cidadão Kane", produção inglesa de 1993 com pesadas críticas à Rede Globo. Tem em momentos depoimentos de grandes figuras históricas como: Leonel Brizola, Antonio Carlos Magalhães e até mesmo o atual presidente, quando ainda era um sindicalista de esquerda.
A Record fez uma aquisição poderosa comprando o documentário "Muito Além do Cidadão Kane" ("Beyond Citizen Kane"). A emissora fechou o negócio nesta semana, mas já havia tentado adquirir os direitos de exibição para TV brasileira nos anos 90. Segundo apurou a Folha Online, o material saiu por menos de US$ 20 mil para a emissora do bispo Edir Macedo.
Detalhe nesta historieta dentre desta grande história que é a batalha entre Globo e Record é que a emissora do falecido Roberto Marinho já havia tentado compra-lo para que o pudera engavetar. A grande sacada Simon Hartog, diretor da obra e que morreu em 1992, foi a analogia entre dois personagens que justamente vai a justificar o título da obra. Transmitido pela primeira vez em 1993, no Reino Unido, onde o empresário Roberto Marinho surge como ícone da concentração da mídia no Brasil, em referência a Charles Foster Kane, magnata das comunicações vivido pelo cineasta Orson Welles em "Cidadão Kane" (1941).
GGM: A Grande Guerra Midiática
Tentei refutar o inevitável, usar a palavra secreta do artigo. A batalha via documentários é uma busca de ratificação de suas retóricas discursas, dentro da GGM que os dois impérios por fim as claras resolveram travar. O que na verdade é uma grande estratégia. Sempre em várias rodas de violão de minha adolescência acabávamos por perguntar-nos: "O que será que tem nesse tal "Muito Além do Cidadao Kane" que faz a globo querer proibir a exibição no Brasil?".
Detalhe, na época não havia Google, Youtube, etc, etc, etc... Mas nada como uma vinculação em rede nacional e que vai mais que esquentar a GGM brasileira.
Obviamente que já assisti trechos de ambos documentários. Não inteiros pois a qualidade de imagens e som são sofríveis. Mas creio que hoje saiu na rua com meu violão a imaginar-me um fedelho e a gritar, ou quiçá compor uma canção. Aonde poderia eu a falar sobre este tema, onde o refrão seria:
Finalmente irei saber o que a Globo tem a temer...
Kane me diga o que passou
O que a Globo não contou
Por tantas décadas de história
Kane me diga o que passou
Por anos que estou
A ermo de minha história
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Com a palavra o artista!
O que passava neste horário é o mais interessante que os números nos farão pensar muita coisa. Na ordem de emissoras: Fantástico; A Fazenda; Pânico na TV; Domingo Legal. Nesse baião de doido o ”Pânico na TV!” está em festa! O programa exibido na noite deste domingo, dia 16 de agosto, conquistou pico de 17 pontos e ficou na liderança por aproximadamente 5 minutos.
A ironia da turma do pânico não é chusma é linha editorial. Talvez isso explique records e mais record no histórico do programa. Em um momento em que na TV cada vez mais, artistas não são artistas, jornalista não precisam tão pouco ser jornalistas (vide a ultima decisão do STF)... O programa que sempre questionou na cara mesmo certos tipos de celebridades o quão artistas estas o são, tem na atualidade cada vez mais material de trabalho, somado aos anos de pratica são fatalmente hilariantes.
Sempre se questiona se o programa é um humorístico, ou o que? Ou que sem nenhum demérito creio ser o melhor termo para não definir este ícone único da nova maneira de fazer TV no mundo. Também muito se fala da mescla de ficção e jornalismo que eles como ninguém sabem fazer. Penso que um jornalista "sério" com sua endumentária tem seu papel em veículos de comunicação. Agora, quem disse que este pinguim de geladeira é um ser real. Qual é o marido que diz um boa noite tão formal a esposa como o sr. Bonner?
Acima de tudo o Pânico na TV é sim para fazer rir. Mas creio que seu estilo é mal rotulado. Muitos o põe como bandalha, humor escraxado, etc... Eu os vejo trabalhar em cima de um estilo pouco explorado no Brasil, seja em TV, teatro, cinema ou o que for que é a trágiocomédia. Que em poucas palavras consiste em muitos casos em mostrar algo trágico, por uma lente satírica, fazendo com que o público ria da desgraça das personagens. Estas muitas vezes passando por refletir o que passa na vida de cada um do público, que acaba por rir de sua própria tragédia indiretamente.
Pânico usando de personagens muito bem construídos diga-se, faz arte. Questionando pseudo-artistas faz jornalismo. Mesclando esses dois elementos produz entretenimento. Eu auto-ratifico o meu discurso deixando no ar apenas o seguinte levante. É verdade ou não que hoje não existe nada mais trágico, ou em estado mais trágico que a "cultura" no país?
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Sonho de Ícaro
Esta semana que passou foi um pouco atípica, por não dizer-se estranha na TV Brasileira. Os mais impensáveis exitosos produtos televisivos em questão ibope foram a milésima versão de "Bety, la Fea", original colombiana de Fernando Gaitán. Esta que já teve desde versão gringa a mexicana. A terça-feira (04) estreou a versão em parceria com a Televisa(Mex) na Rede Record. Os índices ficaram abaixo do sonhado pela emissora, embora sendo coerente e justo se deva reconhecer que não é simples estrear em mesmo horário que o grande sucesso global e sem sal do momento, Caminho da Índias.
O que se deve entender é que o público brasileiro é muito conservador e prestigia a Rede Globo por osmose. Nada além da vênus platinada tem o tal selo de qualidade Globo. Embora não veja um produto de qualidade na Rede Globo a mais de 2 décadas, exceto por Os Normais. A pasteurização do público mesclada a uma acomodação fenomenal, quase um status quo sócio cultural, faz com que se compre produtos de terceira linha como de primeira se na poderosa estão sendo vinculados. E o contrário também sucede, ou seja, se está fora da Rede Globo o bom lhe parecerá feia. Aí entra o problema para "Bela, a feia", nome da versão recém lançada pela emissora da Barra Funda. Adjunto a isto também se deve ver o fiasco que foi a ultima temporada da saga do mutantes, que chegou a beirar 6 pontos pífios em suas "emoções finais".
Mesmo com todo esse histórico sociopático coisa rara está a passar na mente do povo brasileiro este semana. Por incrível que pareça, a Rede Globo perdeu novamente para o programa religioso da Record. Na última segunda (03/08), o programa “Fala que Eu te Escuto” marcou uma média de 6 pontos. No mesmo horário, a Globo que exibiu o “Programa do Jô” também marcou a mesma média. Enquanto a Globo exibia uma entrevista com a cantora Elba Ramalho, a Record pegou carona em “Bela, a Feia”. Esse outro fenômeno mundial que é a nova aposta da emissora e ainda mais em horário nobre que de acordo com dados preliminares obtidos pelo portal O Planeta TV!, a estréia da novela adaptada por Gisele Joras, no horário das 20h30 às 21h39, marcou uma média de 10 pontos com pico de 13.
O X da questão vem em que TV é hábito, e como sempre em desesperação as emissoras brasileiras e suas grades voadoras são o maior inimigo da perfeição, digo, da audiência. Este sonho de ícaro que todas almejam e poucas alcançam. E seguindo essa tradição após o término do reality "A Fazenda", a pobre feia vai mudar de horário.
A competitividade na tevê brasileira é algo que hora e meia ressurge como um novo ou velho Davi contra o grande Golias midiático global. Todavia acabam naufragando em sua própria volúpia e sede de êxito. A Record hoje se estabilizou em um patamar de boas médias com picos de liderança mais que não passam muito disso, ao contrário de a tempos atrás onde chegava a ter vários programas como líder absolutos de determinados horários.
É eminente que ou a Rede Record terá de voltar a estabilizar sua grade para cativar um público para chamar de seu. Mesmo com produtos como este um "sucesso mundial" ou internacional como queiram, existem outras coisas que fazem o êxito de um produto midiático. Do contrário o que pode ocorrer é um desperdício de dinheiro e em nada fluir em resultados. Hoje se pensar que a emissora investe 200mil reais por capítulo de novela é um grande feito, e a qualidade hoje de seus produtos são incontestáveis. Mas o erro é velho e conhecido, em tempos áureos SBT também tinha seus pontos de liderança, e se perdeu. Hoje o canal paulista é 3° na média mês do PNT e está sofrendo e investindo muito para tentar voltar ao status anterior de segunda rede do país.
Sem embargo vemos que de um lado a Rede Globo caiu em Ibope bem como em qualidade. De outro a guerra Record X SBT, essa que parece não ter fim. É como um cego em tiroteio que não sabe de onde vem a bala e menos para onde está o inimigo. A Globo segue tentando manter o ranzo de seu êxitoso histórico de glórias mil, enquanto os nanicos se escalpelam e sonham em um dia ser líder. Essa é a triste realidade da TV aberta brasileira, infelizmente.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
segunda-feira, 27 de julho de 2009
300, o filme? Não!!!
O programa mais audaz dos últimos tempos na TV brasileira chegou esse domingo(19), a extraordinária marca de 300 programas semanais na Rede TV!.
Tudo começou no rádio. Lá os intrépidos rapazes, quase todos de agora, começaram a traçar um novo perfil e estilo de fazer humor no país. A tímida Rede TV! lhes proporia depois de cerca de uma década no ar, que se fizera o tal "Pânico na TV". Antes mesmo de começar sofreram preconceito, rechaça pelo simples fato de não serem formados atores ou qualquer outra coisas semelhante que não se vê por exemplo em novelas globais fazem mais de duas décadas.
A homenagem a Sabrina Sato, figura que se projectou como único caso mais fora que dentro do Big Brother, com suas quase mortes desde voando içada por balões de festa ou sendo lançada em uma cápsula nas cataratas do Iguaçú. As sandalhas da humildade ao saudoso e sinceramente franco atirador de verdades jamais ditas por qualquer outro na história da TV brasileira.
Rádio na TV e TV no rádio
Tudo começou no rádio. Lá os intrépidos rapazes, quase todos de agora, começaram a traçar um novo perfil e estilo de fazer humor no país. A tímida Rede TV! lhes proporia depois de cerca de uma década no ar, que se fizera o tal "Pânico na TV". Antes mesmo de começar sofreram preconceito, rechaça pelo simples fato de não serem formados atores ou qualquer outra coisas semelhante que não se vê por exemplo em novelas globais fazem mais de duas décadas.
Eles humildemente se propuseram a aprender e a lidar com o formato. O que talvez nem eles esperassem é que o que a TV lhes proporcionaria, iria inversamente ao que pensavam modificar sua forma de fazer rádio . Ao entrarem na TV chegaram a dizer com a boa inocência dos humildes: "Vamos fazer o que fazemos no rádio, só que agora com imagem!" - disse Zurita, líder do bando. Hoje um dos quadros do "Pânico na TV" é mostrar quem foram os entrevistados destaque da semana na rádio.
Obviamente que se não estivessem na TV muitos entrevistados não estariam na versão"rádio" do programa. Mesmo porque, um programa de rádio mesmo que em cadeia quase nacional ao meio dia tem suas dificuldades para obter bons convidados. Algo interessante é o surgimento de personagens na TV que migram a versão rádio, como: Cristian Pior. este uma das revelações mais surpreendentes e hilárias do programa.
A tal "dança do sirí" que molestou a TV Globo por mais de um ano em suas transmissões ao vivo. Era impossível para os repórteres da poderosa fazerem externas, quanto mais se fossem ao vivo. Até Galvao Bueno dançou, fora o presidente da republica e centenas de celebridades, nacionais e internacionais.
Pânico X CQC
Muitos compararam o CQC em algum momento com o programa da Rede TV!. Pode se ter um comparativo único a meu ver, que é o fato de fazerem humor através de reportagens. No mais é absurdo ignorar a história de ambos. CQC é um programa criado pela produtora indepente argentina Cuatro Cabezas, que está em quase 30 países. O argentino tem como base literalmente uma mescla de jornalismo investigativo, político, socioculturalmente engajado travestido de humor e ironia. Existe uma intencionalidade em cada ato, realmente de caso pensado, coisa que não existe no Pânico.
O programa rádio-televisivo ou televiso-radial é como um adolescente. Inconseqüente, irresponsável, loucamente vivo, rebelde, despudorado e desmistificador. São como um grito contra a hipocrisia social. Cito o momento em que o repórter Vesgo pergunta o que o país gostaria de perguntar. Sem medo a William Bonner questionou: "Como você se sente tendo de voltar de férias mais cedo porque o Jornal Nacional tá perdendo para a novela da Record?". O rapaz da padrão de qualidade não sabia o que dizer e aí vem o arremate. Sílvio Santos, personagem do comediante Ceará: Fica tranqüilo Bonner, qualquer coisa tenho emprego pra você na minha emissora, pode vir com toda a família...".
Diferente do CQC que apesar de adaptar-se a cada país em forma de abordar os mesmos temas, segue um modelo pasteurizado e muito parecido em todos os países. O muy brasileiro Pânico na TV pode ser acusado de tudo, menos de ter fórmulas. Embora o CQC Brasil pegue mais leve com os políticos que o pai argentino, ainda assim a temática discursiva dos programas são amplamente distintas
Fórmulas para que?
O Programa Pânico veio sem pretenções e acabou gerando uma grande discussão no país em meio a uma grande crise no humor brasileiro. Isso que fazem é humor? Eles fazem humor ou brincam de ser jornalistas, deveria ser a pergunta. A resposta é: Fazem rir!
Os índices do programa Pânico na TV! em comemoração ao programa de número 300. Exibido no horário das 20h52 às 23h16, foram na média de 10 pontos com pico de 14. Na reprise que foi exibida na sexta-feira (24), o Pânico marcou média de 8 pontos com pico de 12. A considerar a guerra entre os 3 titãs na grade dominical, é de se pensar se realmente em outras esferas investir no novo também não pode ser bom e interessante.
Citar uma coisa ou algumas não fariam jus a tudo que se passou nestes 300 programas. A qualidade das imitações realizadas sejam de artistas ou políticos batem fácil o moribundo Casseta e Planeta. As personagens inéditas talvez percam apenas para as clássicas e empoeiradas personagens do "A Praça é Nossa".
Oxalá que as novidades comecem a ter espaço na mídia brasileiro, pois enquanto a maioria das emissoras está a pagar por formatos, algo nativo se criou.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
quarta-feira, 15 de julho de 2009
VOLTEI...
Sílvio Santos vem aí... La, la, la, la, la, lá!
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e JornalistaÉ guerra! Declarada! Senor Abravanél resolveu retrucar o ataque de sua ex-emissora, a Rede Record, cujo fora proprietário até 1991. Depois da escandalosa contratação de Augusto Liberato pela emissora concorrente trombeteada aos quatro ventos, o patrão resolve contra-atacar. Se já não fora muito retirar Eliana e aí com ela além de uma boa audiência dominical, segundo lugar isolado a meses até a volta do patrão com o não muito reformulado "Programa Sílvio Santos". As forcas do complexo Anhangüera surpreenderam esta semana com um novo ataque.
Recentemente Sílvio Santos levou para o SBT Roberto Justus e Eliana, além de Paulo Franco, diretor de programação da Record e um dos responsáveis pela nova cara do canal. Agora chegou a vez de um ícone da nova fase da emissora migrar de canal. Tiago Santiago, ex-Globo, agora ex-Record, era autor um funcionário que recebia em sua antiga casa patronal R$ 60 mil fixos mensais, mais R$ 25 mil como consultor de tele dramaturgia. Além disso, recebia bônus por pontos no Ibope, que chegaram a lhe render, nos melhores meses, R$ 200 mil. Já o SBT, lhe ofereceu ganhos mensais em torno de R$ 1 milhão.
A guerra entre as duas emissoras pelo segundo lugar tem no último mês inflacionado o mercado de elite de profissionais de TV no país. Gugu passou de 500 mil para 3 milhões, Justos e Eliana de 150 para 600 mil, e assim se vai aumentando as cifras da mídia brasileira a palo largo. Santiago fechou um contrato de quatro anos com o SBT nessa sexta-feira (13), na casa de Sílvio. "Senti que minha consultoria e meu trabalho de autor ficaram bastante desprestigiados. Mudaram meu horário e deram uma divulgação enorme para 'A Fazenda'. O orçamento de elenco caiu pela metade em 'Promessas'. Economizaram até nos cenários", disse a Coluna Outro Canal do UOL.
A ida do autor que fora responsável pelas 3 das 5 maiores audiências em novelas da emissora é um tremendo golpe de mestre, em sentido estratégico. Mesmo que a terceira temporada de "Os Mutantes", "Promessas de Amor" tenha ficada apenas na promessa de um gran finale para a trilogia, todavia as 2 primeiras temporadas tiveram grandes índices e ainda fizeram história como a primeira trilogia em formato de novela do país.
Criticas a parte ao estilo didático de Santiago, o mesmo que serviu para a formação de um público cativo a novelas da Record, considero que o autor tem sim seus méritos. O enfoque humanístico ou humanista as vezes cansativo em suas tramas fazem um grande diferencial estilístico em seu trabalho. Como quando a personagem Berenice de Prova de Amor, vitima de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), sendo a irmã da protagonista acabo por fazer um marco demonstrativo de como um transtorno psicológico pode alterar a rotina de vida de um ser humano.
Nessa guerrilha de bastidores outras peças podem estar por girar no tabuleiro. Bianca Rinaldi atriz que teve pleno destaque em todas as tramas do escritor, deve ser escalada para próxima novela da Record. Especula-se que a atriz pode ser convidada para o casting do SBT, mas o autor Marcílio Moraes, responsável pela novela que substituirá “Poder Paralelo”, já desenvolve uma personagem especialmente para Bianca Rinaldi na trama.
Tiago foi o maior se não um dos maiores responsáveis pela retirada de ícones da Rede Globo com intuito de construir uma imagem ilusória de que suas novelas se passavam na emissora carioca. Com um elenco basicamente de ex-atores Globais o comentário das pessoas sempre fora de: "Pensava que está novela era da Globo". Estratégia também usada pela carioca na década de 60 e 70 com atores das TVs Tupi e Excelsior. Se dessa vez seu Sílvio levar a sério a história de fazer história na TV podemos ter mais um boom inflacionário no alto escalão de actores das grandes redes, como dizem nossos irmãos lusitanos.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
terça-feira, 30 de junho de 2009
O que falta?
Exatamente! Metade do ano. Momento de fazer um balancete da vida o ao menos dos muitos acontecimentos recentes. Onde? No mundo? Claro. No meu mundo... É um dos que mais conheço, apesar de que dizem que a grama do vizinho sempre é mais verde. Creio que se pode também ao invés desta frase, se dizer que é a do vizinho a grama mais fácil de criticar. Devo confessar um grande erro que cometi em minha vida, ou seriam vários? Milhares, que nem da metade recordo. Alguns que recordo sem parcimônia lhes digo. Deveria ter amado mais, pois que digam que isso é cafona ou ultrapassado. Deveria ter chorado mais, já estou quase plagiando uma canção. Agora já foi... Ter feito tudo que eu queria fazer.
A quem possa crer interessar ou não, creio que minha vivência ressente em um outro país possa interessar a alguém. Se não, escrevo igual. Mas para isso ter um pouco de nexo devo informar ao quem ainda não o está, quem seria esta criatura errante que lhes escreve. Ou que a eu mesmo me reporto em um sentimento autóctono e auto antropofágico.
Nascido em berço simples, e vejam que não disse pobre pois seria muito piegas, em São Paulo, localidade de Suzano. A início da década de 80, final de ditadura no longínquo país, quase colônia americanizada situada ao sul do hemisfério sul. Passante por vários estados deste, sofrido vivente não aculturado em sua juventude na longínqua Santa Catarina, vivi meus últimos dias na República das Bananas em sua "capital" Florianópolis. Hoje erradicado em Buenos Aires com dois grandes pesares: Ser brasileiro y infelizmente ainda não naturalizado portenho.
Qual sofrimento desta situação? Primeiro ter de largar um país nativo por não conseguir muda-lo. Como em uma ditadura aberta, a dita-branca hoje vigente no "brasil", obriga aos não negligentes para com ele ou que se tornem podres e imbecis ou que fujam do país. A nossa mídia tem sido um grande aliado histórico e atual desta continuidade ideológico-sócio-normativa. Diriam os defensores do indefensável país mais cercanos a consciência: Mas você vai desistir do país pelo qual você já tanto lutou? A resposta é pior que a pergunta para estes mesmos. Digo eu em resposta: "Não sou eu que desisti do país, o país que desistiu de mim!".
A medida que eu não consegui me tornar podre e conivente a barbáries sócio culturais de vários graus aceitas sócio-culturalmente no país, e todavia este tão pouco quis deixar de valorizar as mais torpes criaturas existentes no universo e no próprio país... Restou-me apenas fugir ou deixar-me definhar pelo sofrimento, a exclusão sócio-cultural e a dor de ver os seres mais decrépitos e corruptos vencendo e sendo valorizados.
Ao chegar na Argentina lhes digo caro leitor, as dificuldades foram além do idioma todas. Você sair de um país onde o maior produto de exportação são coisas vulgares te atrapalham ou ao menos aos mais corretos e decentes entristecem e incomodam. A cada vez que obrigatoriamente você tiver que cometer o fatídico erro de proferir em voz alta sua nacionalidade, por favor jamais diga que é brasileiro. A não ser que queira responder as malditas perguntas que se repetirão inúmeras vezes pós este ato impensado:
- ¿Sos de Brasil? ¿Te gusta axé?
- ¿Sos de Brasil? ¡Juegas futbol! A todos los brasileños le gusta futbol, ¿no?
- ¿Sos de Brasil? ¿Juegas capoeira?
- ¿Sos de Brasil? ¿Sabes sambar?
- ¿Sos de Brasil? Las mujeres de "brasil" son hermosas...
- ¿Sos de Brasil? Me encanta "brasil", ¡todos son tan alegres!
Entre estas várias perguntas me me enfurecem a alma e corroem meu ser pela infelicidade de ter nascido no "brasil", existem muitas outras similares que tanto ou mais me irritam. Essa desgraçada imagem idealizada do país vizinho que têm os argentinos e todo o mundo é com certeza culpa dos governos que nada fazem pelo país e seu coniventes que respaldam essa pseudo democracia, menos democrática que Cuba, ou qualquer ditadura medieval ou contemporânea.
Segundo vários autores, cito: Marx, Weber, Adorno, Durkheim, Bordié, Bodeler, Ramoné e Luis Melodia, existe um consenso de práxis de que um ser apenas é livre quando é consciente. E antes que os psicóticos, psicólogos, psiquiatras ou pseudo seres humanos nos perguntem o que é consciência eu lhes digo que é o que não é inconsciente, automático, sociopaticamente aceito sem crítica por status quo. E peco que ninguém que recompile este texto ponha o termo status quo em parênteses ou qualquer outro tipo de grafismo que o diferencie do restante deste texto. É quase uma vontade testamental, a qual não se deve desrespeitar.
Esperando que não haja consciência de uma minoria para que não hajam novos excluídos funcionais, fugitivos culturais, emigrantes do império e da sociedade vendida e vendedora sem valores daquele que poderia se não o fosse como é ser uma grande nação. Ou que uma ampla maioria não se se conscientize, seguindo a matiz marxista revolucionária de cambio social, onde pensasse que somente um povo consciente de seu papel no mundo e de sua realidade podem ter chance de modificar o status quo de sua triste realidade de exclusão.
O que mais me perguntam, perguntaram e perguntarão a meu esquálido e desvalorizado ser? Se você não adivinhou ainda, realmente não sei se deves continuar a ler este punhado de letras que aqui estão. A resposta vem antes quiçá assim venha as mentes a desvairada e talvez hoje diria inocente pergunta. Proferia eu que "buscara um país, com uma maior noção de nação e um pouco mais de valorização a cultura e ao amor próprio". Fácil agora não? Para quem ainda não, a pergunta do milhão é: Argentina? O que você vai fazer na Argentina?
Bem, a resposta antes de minha vinda a este país desconhecido de seus vizinhos brasileiros está acima. Ou melhor a que eu tinha para o momento. Agora, depois de 6 meses e 26 dias residindo em Buenos Aires tenho outras.
Poderia ser sincrético e citar Gardel, ícone da música argentina, e assim apenas por status quo não precisar argumentar:
Mi Buenos Aires, tierra florida donde mi vida terminaré.
Bajo tu amparo no hay desengaños, vuelan los años, se olvida el dolor.
Apesar do respeito que tenho pelo senhor Carlos Gardel devo descordar. Pois, infelizmente, a dor não se esquece, as vezes se deixa de sentir por um ou vários momentos. E não sei se aqui minha vida terminarei, devido a falta de cumprimento de acordos bilaterais mal feitos, não posso fazer documentos argentinos e me legalizar plenamente no país. Como o maior país do mundo tem critérios distintos dos demais países de seu bloco, o famigerado Mercosul, precisei voltar ao "brasil" três vezes para refazer documentos não considerados aqui.
O melhor de tudo é que 4 meses antes de mudar do país fui a chancelaria do ministério de relaciones exteriores em Florianópolis e recebi as instruções de como proceder para concluir estudos no exterior. Detalhe todos os indicativos errados, ademais ao buscar o consulado e embaixadas brasileiras fui instruído a me dirigir a Brasília para fazer as validações de documentos, que pasmem somente são feitas na capital federal em um setor do ministério de relações exteriores que funciona apenas de 9h as 11h. E ainda fui obrigado a escutar do atendente a seguinte frase: "Você quer o trâmite para hoje?".
Voltando ao norte do prólogo... Descobri dentre muitas coisas nestes 6 meses. Descobri que o espanhol a la mexicana que aprendi torpemente é plenamente diferente do argentino e mais ainda do portenho, ou seja, da capital. Descobri que portenhos são só os da capital e não qualquer argentino. Dentre entre várias coisas que aqui existe cerveja de 1 litro a R$ 1,80 no mercado, que se pode falar de obras de teatro alternativo em programas de TV comerciais, que o Metrô(Aqui chamado de Subte) pode custar R$ 0,75 e ainda assim quando subir pra R$ 0,78 o povo reclamar e até fechar ruas em protesto, que os argentinos conhecem mais do "brasil" que os brasileiros possam pensar, que os brasileiros sabem mais do longínquo e imperialista império do norte que do país vizinho, que um país católico e que por seus nativos é denominado conservador, tem a união civil entre pessoas do mesmo sexo aprovada desde 2003 (primeiro país das Américas a ter lei de tal âmbito), enquanto o grande vizinho encuba seu projeto similar de autoria de Marta Suplicy desde 1994, etc...
Se já disseram que o Uruguay já fora a suíça das Américas por ter-se tornado um paraíso fiscal, deve se dizer que Argentina é o novo ponta de lança da modernidade no continente excluído. Isso que o PIB do país numericamente seja apenas o 4° das Américas.
Havia me esquecido, outra coisa muito importante que aprendi. A ser auto-crítico, não que antes eu não fosse, demais até para um brasileiro. O argentino é o primeiro a criticar a argentina, em compensação no "brasil" cada vez que mesmo que merecida lhe fazia uma critica era alvo de ataques raivosos. Sempre afirmavam coisa como: Ah, você não é brasileiro. Ou: "como você vai dizer isso? O "brasil" é maravilhoso!!". Eu sempre perguntava: Maravilhoso pra quem, e era quase linchado.
Após ter espetáculos teatrais boicotados y censurados por órgãos governamentais de Santa Catarina, entre outras coisas mínimas que no cumulativo me saturaram. Não só devido a isso como muito mais e por minha própria segurança, falta de dinheiro para fazer lobotomia e uma certa inadequação com o conformismo nato-brasilês decidi fazer meu exílio sócio-político-cultural na Argentina.
Toda semana eu escrevo sobre TV no "brasil" a um ano e algo fixamente para alguns sites, um jornal de Florianópolis e outras mídias, pois me dediquei ao jornalismo após ser expelido da carreira teatral por circunstancias externas mais que internas. E nas ultimas semanas tenho recebido balaços de vários tipos e origens, tanto que hoje resolvi falar de mim. Assim quem sabe dou mais argumentos aos meus arqui-inimigos, também não gostava do cantor recém falecido além de estar saturadíssimo de ler e escutar ainda sobre isso. ( Risos ) Era falta de assunto mesmo, oxalá que consiga voltar a temática na próxima semana, ou que passe algo de interessante na TV tupiniquins... É preciso comer e pagar as contas já que não tenho um contrato de 3 milhões por mês como Gugu, agora confirmado Record ( como já tinha adiantado a tempo), nem os 600mil da Eliana, agora SBT, etc, etc, etc...
Acrescento esta frase porque me pareceu um tanto chato terminar um texto que apesar de não dizer nada ( essa frase é uma outra arma aos insurgentes e insatisfeitos com minha existência no mundo ), diz tudo. A qüestão é: Alguém têm interesse em se conscientizar de algo?
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Pânico na TV
Entretenimento ou cultura? O que é a televisão? Essa discussão é mais antiga que a minha existência nessa encarnação. A cultura não pode ser pensada separadamente da crítica; a esta cabe o papel de revelar a não-verdade da primeira. Assim diria na Teoria Estética (sua última obra), Adorno. Onde apresentaria a estética como "a filosofia em si", e não como um campo dela, ou como a aplicação de teoremas ao universo artístico-cultural.
No Brasil sim existe inflação
Nesse ponto que me coloco como um fã incondicional de programas como o argentino CQC e o brasuca "Pânico na TV". Este último que foi alvo de cortejamento das 3 maiores emissoras do país. nesta dança das cadeiras gerada pela contratação de Augusto Liberato, o Gugu, pela Rede Record e o contra-ataque do SBT muito mais atores deste espetáculo tiveram sua cotação aumentada.
Gugu de singelos 500 mil passa a 3 milhões de reais, Eliana de 100 mil passa a 600 mil. Deixando com ciúmes antigos artistas do complexo Anhangüera que recentemente renovaram contratos com redução salarial como Hebe e Carlos Alberto de Nóbrega. Essa inflação nos valores de contratos proporcionada pela disputa cada vez mais acirrada na TV brasileira tem reflexos nas folhas de pagamento das emissoras. Já a pouco Fausto Silva e Luciano Hulk tiveram renovações contratuais para mais de milionárias por parte da Globo após ameaça de migrarem para Record.
O SBT tentou, mas não conseguiu. O "Pânico na TV" acaba de renovar seu contrato com a RedeTV!, onde permanecerão por pelo menos mais três anos. A emissora enviou um comunicado para a imprensa na tarde desta terça (23). Record que está recém recuperando-se do contra golpe do dono do baú que lhes sacou na mesma Eliana y Roberto Justus, dois grandes pontuadores no Ibope da casa, também tentou preencher seu domingo com o polêmico programa. Até a poderosa tentou colocar os irreverentes humoristas em sua madrugada, devido ao apelo nos públicos juvenil dos humoristas.
Opinião Pública
Nesta semana uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest, encomendada pelo mercado publicitário, diz que o “Pânico”- Rede TV! e o “CQC”- Band, são as atrações humorísticas preferidas pelo público. Desbancando outras muitas dos grandes canais do país. A pesquisa entrevistou 2000 telespectadores. Esta também apontou que 44% dos entrevistados declararam que gostam das atrações que ridicularizam artistas e políticos. Apenas 16% disseram que não aceitam esse tipo de programa.
Do Pânico, o personagem preferido é o Sílvio Santos, interpretado por Wellington Muniz, que alcançou 19% de preferência. Mais atrás aparecem Vesgo (Rodrigo Scarpa) e a ex-BBB Sabrina Sato, ambos com 13%. Entre os quadros, o mais querido pelo público são as reportagens da dupla Sílvio e Vesgo (48%). Bem atrás, aparece o “Meda” com 8%.
Já o “CQC” ao contrário do “Pânico” que foi tachado de escrachado e classificado pelo público com um programa inteligente que cobra as autoridades. O quadro de maior apelo popular é o “Top Five” que foi apontado como o preferido por 26% dos entrevistados. Logo atrás, aparece o “CQC no Congresso”, com 15%. Já entre os participantes, o preferido do público foi Rafinha Bastos, com 18%. O segundo melhor colocado foi o apresentador, Marcelo Tas, lembrado por 14% dos entrevistados.Pânico ou "Meda"
A turma do “Pânico na TV!” prefiriu não deixar a RedeTV!, os humoristas estariam com medo devido a instabilidade da grade do SBT. Eles temeriam ficar fora do ar especularam algumas colunas como Ooops y Zapping. Acabou que preferiram a independência de conteúdo e continuar sendo a maior audiência da Rede TV!, onde tem médias de 10 pontos no disputadíssimo horários nobre de domingo da TV brasileira. O apresentador Emílio Surita disse à coluna de Daniel Castro da Folha Online que houve, de fato, o acordo. Surita afirmou que o grupo optou por permanecer na RedeTV! porque tem liberdade na emissora e estava inseguro em relação às propostas do SBT.
Os integrantes do "Pânico" também quase foram presos recentemente ao tentar gravar na rampa do Congresso Nacional. Ceará estava caracterizado de Sarney, com peruca e bigode. Carioca apareceu de Lula. Policiais ameaçaram prendê-los, caso o "Pânico" ligasse a câmera. Depois disso, a equipe teve de finalizar a gravação em outro local. O "CQC" também já foi censurado em Brasília.
O início, os fins e o meio
Todavia a influencia do programa que já antes da TV a anos é exibido diariamente na Rádio Jovem PAN no humor brasileiro é inegável. A comédia stand-up no Brasil nunca teve forca ou expressão, salvo ícones como Ary Toledo, que está mais para contador de história, pois não usam de personagens em suas performances. Seja com seus próprios personagens ou imitações, tanto em reportagens ou vídeos cômicos eles têm feito o país rir nos fastidiosos domingos da TV arcaica brasileira. Também usando caricaturas exibidas ao vivo como em comédias standy ou personagens criados o programa tem motivado a concorrência a investir neste tipo de arte na TV.
Em meio ao tiroteio que sei que está por vir perante minhas próximas afirmativas parto do princípio de que arte é toda criação que envolva as pragmáticas artes cênicas, danca, música e dramaturgia. A arte pós moderna de instalações artísticas incompreensíveis para um ser humano normal e aplaudida por pseudo-eruditos ou expertos em arte têm sim seu papel. Agora negar o título de produção artística ao "Pânico" seria um sacrilégio, pois são melhores atores que 90% do elenco da novela das 8 ou de Malhação.
De antemão explico o que em meu conceito é interpretação de uma personagem. Creio piamente que fazer uma personagem seja o ato de construção e execução cênica de um "ser" diferente do ator. Mesmo porque se nem irmãos gêmeos que são os seres mais semelhantes entre si no mundo, são iguais, recitar um texto sendo você mesmo como fazem pseudo atores tanto em teatro e principalmente televisão não é absolutamente se quer cercano a interpretar uma personagem.
Entretenimento ou cultura? O que é a televisão? Espero que possa ser as duas coisas. A televisão é o meio não o fim. E já diria a "incurtura popular": O importante neste caso são os fins e nao o meio!
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
quarta-feira, 17 de junho de 2009
G1, R7 por FS1
Logo as operações do portal "R7" começarão. Não é um fuzil, tão pouco uma pistola, mas será mais uma arma de equiparação ao poderio global pela rede da barra funda. No próximo dia 29, mesmo dia em que a newsroom da emissora será reinaugurada para marcar a estréia de Ana Paula Padrão à frente do novo "Jornal da Record". Já diria minha mãe: Era só o que faltava? Fizeram canal de notícias 24 horas, novela com atores de novela da Globo, estão querendo contratar o Gugu do SBT ( que até a Globo já quis em tempos passados ), tinham tentado o Faustão e o Luciano Huck ( uma tentativa de vingança pela retirada estratégica de Márcio Garcia, que ameaçava Hulk e a insossa sessão de filmes de sábado a tarde da poderosa), contrataram a mulher do Rei do Gado... Onde isso vai parar?
Não sei se sou capaz de responder a esta pergunta, será que alguém conseguiria. Mais pode se pensar tranquilamente que vai longe.
Será outra copia ou coincidência ou concorrência?
O "R7" deverá ser lançado oficialmente em setembro, fazendo parte das comemorações de 56 anos da Rede Record. Segundo a revista Veja, assim como o G1, da Globo, o R7 terá vídeos da Record, da Record News e material original produzido por 130 jornalistas.
Em tempos onde finalmente Record consegue e relativamente com êxito e momentos de liderança ter seu show realidade, como já suas duas grandes rivais tiveram. Depois do fenômeno "Casa dos Artistas" no SBT, BBB´s na Globo, ela tasca com a sua versão de rural de realite, intitulada "A Fazenda".
Record auto antropológica
O que a muito não se pensava e hoje em dia começa a se tornar realidade é que a emissora construiu de certa forma seus casting de celebridades. Prova disso tem sido as entrevistas feitas com os recém saídos "heróis" como diria o famigerado jargão "Pedrobialziano" do realite a moda caipira. Com invejáveis 8 pontos de média, pico de 11 e share de 25%. Com a eliminada de A Fazenda, Babi Xavier, como uma das principais atrações, o Hoje em Dia garantiu a liderança contra inclusive o jogo da seleção brasileira de Futebol "Dunguiana". O programa foi exibido entre 9h30 e 13h09, mas os picos de audiência foram com a heroína recém chegada da roça.
Até a concorrência repercute
Depois do puxão de orelha que levou da Globo, o diretor Boninho saiu do Twitter. Segundo fontes de Fabiola Reippert da Folha Online: Depois de falar mal do realite da Record. Pesou e ficou chato o clima. O diretor está inconformado que "Jogo Duro" perdeu de "A Fazenda" no Ibope. No minuto a minuto, a maior diferença entre os dois foi de 23 a 13 em confronto direto
Histerias a parte
Quando tomo a liberdade de escrever sobre algo obviamente que tento ser ético, mas acabo sempre me empolgando na histeria dos fatos que abordo, talvez na social-histeria ou na minha própria. Acabo por abarcar em minhas torpes linhas de algo que me resta de sanidade e raciocínio mais assuntos que queria ou deveria falar. E nessa onda louco que desejo nao deixar passar essa e parafrasear a frase histérica, digo histórica, do produtor Boninho: "Eu não preciso ter ética, eu não sou jornalista". Depois de criticar o jornalista Brito Jr. seu atual concorrente direto. Digo eu: "Eu preciso ter ética, eu não sou o Boninho". Ademais ressalvo, nem sempre se consegue se-lo, mas que me dá um enorme prazer em tentar... Ah isso dá!
Esperemos os próximos passos do elefantinho chamado mídia brasileira. Seja G1, R7, G8 ou AR-17 ou que sigla venha a nosso encontro que tenham ética. Sao palavras de FS1 (Fernando Schweitzer em primeira pessoa ). E esperemos que essa gigante seja tão ética um dia quanto é forte.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
terça-feira, 9 de junho de 2009
"Senhora Censurada"
Senhora do Destino é reclassificada para maiores de 12 anos , nota de vário periódicos e sítios especializados. Após duas advertências recebidas pelo Ministério da Justiça, a Globo terá que reclassificar Senhora do Destino para maiores de 12 anos. A decisão do Ministério da Justiça em impedir a exibição de Senhora do Destino à tarde entrará em vigor em até 5 dias úteis após a publicação do despacho, que ocorreu nesta terça-feira (9). Com essa decisão do MJ a trama não poderá ser exibida antes das 20h. Entre os principais argumentos do Ministério está a exibição de cenas de assassinato, agressão física e verbal e linguagem de conteúdo sexual.
Eu realmente me pergunto, se em noticiários da manha e tarde se fala e se mostra certos tipos de cena e em nome do tal jornalismo verdade tudo pode, e como é ao vivo vai ao ar, porque uma obra dramatúrgica já conhecida da sociedade seu conteúdo pode estar sofrendo tal censura. Em Abril a emissora foi advertida por cenas da vilã Nazaré (Renata Sorrah), consideradas violentas para o horário em que a trama vai ao ar. A Globo se comprometeu em ser mais severa nas mudanças e cortes para adequação da novela.
Eu se fosse o autor processaria a nação por cercear a sua liberdade intelectual, pois esses cortes distorcem a obra e como qualquer texto de qualquer área, além do mais um texto dramatúrgico. Ainda sobre o tema, a Central Globo de Comunicação informou que a emissora irá recorrer da decisão. Em paralelo a isso amaria que fossem proibidos os aculturadores, esses infinitamente mais violentos filmes comercialoides americanos que passam em várias emissoras em mesmo período, inclusive na própria Rede Globo.
Ainda em tempo devo dizer que o êxito no Brasil é algo que traz caspa e causa inveja, e não digo que este é o caso, mas que neste caso também o é. No mês de maio Senhora do Destino ficou em terceiro lugar no ranking dos programas mais vistos da televisão. Em primeiro aparece a trama Caminho das Índias, de Glória Perez, com 59,2%. Em segundo lugar aparece o Futebol dos domingos, com 56,2% e em terceiro Senhora do Destino com 52,8% dos televisores ligados no horário de exibição.
Creio que a sociedade civil deveria estar não apenas a par de quais claramente são os critérios e quem são seus aplicadores desta famigerada lei de classificação vigente no país, Me parece enfermo se proibir uma obra para horários antes das 20h, quando coisas infinitamente piores passam antes deste horário. Ou será que a sociedade é tão manipulado e vulnerável ao que se exibe na mídia que poderá sofrer grandes danos com a reprise desta obra em matinê, como se dizia no meu tempo? Com a palavra a opinião pública.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
quinta-feira, 4 de junho de 2009
O "melhor" entre os piores!
Não foi uma Casa dos Artistas, mas pode passar a ser. Ao revés desta o reality "A Fazenda" estreou com alarde, sirenes e o que mais queiram enumerar os meios para o seu lançamento. Recordemos que a casa de seu Silvio estreou sem anúncios expressos de qual programa seria colocado ao ar. Fato que pegou a poderosa de surpresa.
O programa consolidou a média de 44 pontos no geral. No período em que o programa foi exibido, o Fantástico da Rede Globo principal concorrente do horário, viu sua audiência cair para 28 pontos. Sua grande final obteve 52 pontos no Ibope, uma grata surpresa para o SBT. A vencedora da 1ª edição foi atriz Bárbara Paz, que ao sair tornou-se a principal estrela da novela Marisol da emissora. Atualmente, Bárbara Paz tem contrato com a Globo, fez participação especial no seriado policial “Força Tarefa” e ainda terá um papel na próxima novela do horário nobre “Viver a Vida” do autor Manuel Carlos.
No casa atual e graças aos mil boatos plantados na mídia pela própria Record quanto aos participantes possíveis desta "grande novidade" midiática, a emissora carioca com medo buscou blindar-se. Durante a noite de domingo, a Globo manteve uma distância de cinco a oito pontos da Record, que conseguiu o segundo lugar na audiência com a estreia do reality show. Mudando de horários alguns programas, cortou comerciais, emendou programas, mostrou apresentadores interagindo e, por fim, conseguiu desbancar a Record na audiência. Ainda segundo a "Ooops!", a estratégia começou com a junção de "Faustão" com o "Fantástico" sem intervalos comerciais. Para atrair os espectadores, o programa começou com uma matéria sobre a Índia, seguida por uma reportagem exclusiva com o casal Alexandre Pato e Stephany Brito. Depois, exibiu uma reportagem sobre a caloura Susan Boyle.
Os Marinhos desta vez não dormiram na toca como diria minha bisavó. Agora ao pensar estratégicamente uma média de 16 pontos em São Paulo para este formato de programa onde se perde o boom da estréia apresentando enfadonhamente os participantes entre conhecidos e sem i-conhecidos pelo povo, está até que muito bom. Ao se considerar também que houveram segundo dados preliminares, momentos em que o reality conquistou a liderança por aproximadamente 15 minutos. No horário das 20h59 às 23h24, a Record marcou uma média de 16 com pico de 21; Globo liderou com 23; SBT 11 e, RedeTV! 7.
Neste cenário acirrado incluso com momentos onde o "Pânico na TV" chegou ao 2° posto hora em empate com a Globo hora com a Record, e SBT com o "Domingo Legal encostava. E ao estilo BBB, o Recordino também tem suas versões pela semana onde o reality aparece com pico de 18 pontos de audiência. No horário entre 20h54 e 21h36, obteve média de audiência de 13 pontos, com pico de 18 e share de 19%. Informação da assessoria de imprensa da Record.
Já muito se falou bem e mal da audaz intenção da rede da Barra Funda de um dia tornar-se líder e de isto ser uma façanha lerrana, agora que alçando este objetivo inóspito tem se garantido como segundo emissora do país a um bom tempo, fato inédito desde a fundação do Sistema Brasileiro de Televisão também deve ser valorado.
Antes que me questionem quanto ao tema "Qualidade na TV" ou o que for digo que eu já desisti de abordar este mesmo. Estamos fadados a um mundo de substração e incoerência. E é dentro deste mundo atual que eu profiro esta que pode ao mesmo tempo ser a frase do século ou a garfe do milênio. "Se bem produzido, um programa com um conteúdo de merda, pode se tornar um caviar midiático".
Filosofei isso hoje: Se é superfulo ver "Big Brother", é menos superfulo ver "A Fazenda". Pois não creio que devamos comparar artistas com criaturas que sem a menor formação pretendem ser-lo. Me chame de louco quem puder, ou melhor quem tiver argumentos. Ou será possível que pessoas que deveriam ser ao menos hipotéticamente representantes de alguma forma de arte ou expressão tenham menos a dizer que bucéfalos que talvez nem Deus saibam que função tem ou quiçá um dia terão ao mundo.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Show de Rock pra valer:
Luna Park explota con Fito
Reportaje porFernando Schweitzer
Fotografías
Gonzalo Roca Acevedo



Frases são sempre usadas em momentos chaves da vida, ou para contextualizar ou para situar. Uma situação, mesmo que não ligada diretamente a um frase ou canção faz parte do nosso intimo intelectual cristalizado vai vir para nós, como um raio de irracionalidade.Frases son siempre usadas en momentos cabalísticos de la vida, o para contextuar algo o valorar una situación. Pero muchas veces pasa al revés. Una situación, misma que no ligada directamente a una frase o canción hace que parte de nuestro íntimo cristalizado intelectual va a venir a nosotros, como un rayo irracionalmente.
E por falar em frases e músicas ao chegar ao recital de Fito Paéz, que realizou este 28 de maio, comecei perguntando a pessoas na fila qual era a frase que dita em qualquer situação lhe remetera de imediato a Fito Paéz, sua obra ou a uma canção específica.
Y por hablar en frases y canciones al llegar al recital de Fito Paéz, que se realizó este 28 de Mayo, empecé a preguntar a personas en la cola cual era la frase que dicha en cualquier situación le remetería de inmediato a Fito Paéz, su obra o una específica canción.
Comecei eu a vivenciar uma frase "Fitobiana", pois cheguei a arena de shows"Luna Park" a caminhar por a famosa avenida Corrientes citada no hit "11 y 6". Eram cerca de 19:50hs e já haviam mais de 300 pessoas a espera das 6200 que viriam a lotar a casa.. Segundo a cantora coralista Silvia Turlione que estava com seu filho. Na composição feita para Cristiana Rote (ex de Fito), a frase que lhe remete ao cantor e marca-a é: La llave de mandala se quebró(A chave de mandala se quebrou). Depois acabou citando outras marcantes na mesma canção: "Yo simplemente te ví" y: tenia "un vestido y "un amor"- que es o título da música.
Comencé a vivenciar una frase "Fitoniana", pues llegué a la arena de shows "Luna Park" a caminar por Corrientes. Eran por 19:50hs y habían ya más de 300 personas en espera de las 6200 que alotaran la sección. Según la cantante de coro Silvia Turlione que estaba acompañada de su hijo. En la composición hecha para Cristiana Rote, la frase que le remete a Fito y le marca es: La llave de mandala se quebró. Después acabó a citar otras marcantes de la misma canción: "Yo simplemente te ví" y: tenía "un vestido y un amor"- que es el propio título.


O show iniciou com 10 minutos de atraso com gritos histéricos: "Fito, Fito... Olê, olê, olê, olê...". O Stadium Luna Park faz jus a seu nome, tinha de tudo a venda para comer ou beber, trazido por rapazes e mocas uniformizados como em partidas de baisebol. A entrada de Fito o cantor foi muito aplaudido o mesmo ao entrarem os integrantes da banda "Los Killer Burritos". Diferente de seu ultimo disco e show denominado "No sé se es Baires o Madrid"., as guitarras substituíram o piano e outros instrumentos acústicos. Me senti como no Rock´in Rio.
El show inició con 10 minutos de atraso a gritos histéricos: "Fito, Fito... Ole, ole, ole, ole, ole...". El Stadium Luna Park hace justo a su nombre, tenía de todo a venta para comer y beber, traído por chicos y chicas de uniforme como en partidas de baisebol. Al entrar Fito es muy aplaudido y entran también "Los Killers Burritos". Diferente de su ultimo show que generó el DVD "No sé se es Baires o Madrid", las guitarras eléctricas y distorsionadas substituirán en piano y los instrumentos acústicos. Me sentí en una arena del Rock´in Rio.
A mistura de sucessos em versão Rock Metal melódico ou Rock´n Roll, e também cancões de rock do começo da carreira levantaram desde os mais jovens até os maiores de 50 anos. As participações foi um gigantes plus do show, que segundo colegas jornalistas daqui esteve acima da média dos shows anteriores nos últimos anos.
La mezcla de éxitos en versión Rock Metal Melódico o Rock´n Roll, y también canciones de rock del comienzo de la carrera levantaron desde los más jóvenes hasta de los más de 50 años. Las participaciones de invitados fue un mega plus del show, que según algunos colegas periodistas de acá esteba arriba de la media de los recitales de Fito de los últimos años.

Juanse da "Los Ratones Paranoicos" foi o primeiro convidado da noite, entrou para cantar "Naturaleza Sangre", em versao Melodic Metal que pensei que seria um dos pontos mais altos do show. Mas depois veio a soberba participação de Juan Pablo Baglietto, expressivo cantor y compositor censurado na ditadura militar argentina. O tema "Contigo"cantado com Joaquín Sabina no DVD último ", levou ao delírio o público com uma nova roupagem y arranjo vocal um pouco mais eruditos, ainda com divisões de voz muito diferentes da versão anterior y a presença de palco de Baglietto contagiaram os presentes.
Juanse de "Los Ratones Paranoicos" fué el primer invitado de la noche, entró para cantar "Naturaleza Sangre", en versión Melodic Metal que pensé que sería uno de los puntos más altos el show. Pero después vino la sobresaliente participación de Juan Pablo Baglietto, expresivo cantante y compositor argentino censurado en la dictadura militar. El tema Contigo cantado en duo en el DVD con Joaquín Sabina, llevó al delirio a la platea en un ropaje muy erudito. Además de las divisiones vocales muy distintas de la versión anterior y la presencia de Baglietto contagiaron a los presentes.
Na continuação do recital o clima de euforia cada vez mais se espalhava. O bloco de clássicos al piano em solo com magníficas versões al cabaré levantaram e tomaram de rompante a totalidade do público. Destacando dentro do Pout-Pourri no instante em que Fito diz: "Gracias a ustedes por venir una vez más, gracias Buenos Aires una vez más". Em substituição a letra original, todavia o final do número disse que agradecia a todos qu o acompanhavam a tantos anos, gerando mais gritos estéricos da multidão.
En el continuo del recital el clima de euforia cada vez más se esparcía. El bloque de clásicos al piano solo en exquisitas versiones a lo "cabaret" levantaron y tomaron de rompiente la totalidad del público. Destacando dentro del Pout-Pourri en instante en que Fito habla: "Gracias a ustedes por venir una vez más, gracias Buenos Aires una vez más". En substitución a la letra original, todavía al término del numero dijo que agradecía a todos que lo acompañan hace tanto tiempo, generando gritos más histéricos de la multitud.
Voltando as frase... Muitas eram gritadas por uma grande maioria como se fosse um grito de guerra. "Lo importante no es llegar, lo importante es ser camino"- según el estudiante Baolo Vega afuera del Stadium terá mencionado como frase que o leva a refletir. Mas tantos outro lhes parece muito boa a idea e como declame lo profecia o cantor: "Me gusta estar al lado del camino, fumando um fumo todavia tudo pasa!"- citado antes também do show po Cristian Orieta.
Volviendo a las frases... Muchas eran gritadas por una gran mayoría como si fuera un grito de guerra. "Lo importante no es llegar, lo importante es ser camino"- según el estudiante Baolo Vega afuera del Stadium tendría nombrado como frase que lo lleva a reflexionar. Pero a tantos otros le parece muy buena la idea y como declama el cantautor: "Me gusta estar al lado del camino, fumando el humo mientras, todo pasa!" - citado antes del recital por Cristian Orieta.
E como o casal Celeste Caruana e Emanuel Bancora disseram parafraseando o roqueiro: . E de muita música foi a noite. "La música es la reina madre de la imensidad..."As 23;39 o público estava pra lá de "caliente", ajudados a romper o limite dos limites da euforia com o tema A Girar. Aí sim tudo se transformou em um grande show de rock, pois cada vez mais que o astro cantava: "A rodar, a rodar, a rodar, os pan os para cima.", o que se via eram camisas e cachecóis e casacos girando no ar. Ao final da ultima canção programada, o show não terminou. Depois de 7 minutos de pedidos como "volta, volta..." e muitos outro, o artista volta a cena com a mais inusitada e maravilhosa versão de "Un vestido y un Amor" em ritmo de valsa levado por guitarras. Houve choro, comoção e nostalgia generalizada, beijos e suspiros apaixonados.
Y como lo joven pareja Celeste Carua
na y Emanuel Bancora dijeron parafraseando el rockero: "La música es la reina madre de la inmensidad...". Y de mucha música fue esta noche. A las 23:39 el publico ya estaba mucho más que calientes y enardecidos, ayudados a romper el limite de los limites de la euforia por el tema "A rodar". Ahí sí todo se tornó un gran show de rock puéis cada vez que Fito cantaba: "A rodar, a rodar, a rodar, los trapos arriba", lo que se via eran remeras, bufandas y cualquier cosa a girar. Al fin de la ultima canción, todavía el show no se cerro. Después de 7 minutos de gritos entre "vuelve" e innúmeros otros, Fito volvió con la más que exquisita versión de vals con guitarras eléctricas de "Un Vestido y un amor". Hubo llanto, conmoción generalizada, besos y suspiros apasionadaos.Mariposa Technicolor, música título do disco mais vendido da história do país, deu o desfecho a esto suntuoso show, que apesar de duas horas, vinte e um minutos de duracao parecia nao saciar os fans do astro nativo de Rosario.
Mariposa Technicolor dió el deshecho de este suntuoso recital, que a pesar de dos horas y veinte uno minutos de duración parecía no saciar a los fáns del astro Rosarino.Reportaje por
Fernando Schweitzer
Fotografías
Gonzalo Roca Acevedo
terça-feira, 26 de maio de 2009
Direitos para quem?
STJ obriga Band a pagar R$ 70 milhões ao Ecad, segundo a coluna Outro Canal da Folha Online. Notícia que me deixa de cabelo em pé, pois faz me lembrar quando fazia teatro sem patrocínio no Brasil e a Ecad nos "pedia" 50% da bilheteria para usar músicas nas trilhas sonoras de um espetáculo. Eu não sei ao certo se este dinheiro vai para os autores, já que estes vivem reclamando que não recebem direitos autorais a anos.
Penso eu na minha ingênua e simples linha de raciocínio de um ser esmo das decisões de fanfarronas instituições, que em um mundo onde se baixa música na internet em segundos de graça e os próprios cantores põe suas músicas em seus portais sem custo, visando divulgar-se e aumentar o êxito dos temas bem como o número de show (cada vez com ingressos mais caros no país) é hipócrita e abusiva certas cobranças feitas pela tal instituição nombrada acima.
O ministro Sidnei Beneti, do STJ (Superior Tribunal da Justiça), negou o recurso da Band contra decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que a condenou a pagar 2,5% de seu faturamento ao Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), a título de direito autoral por obras musicais.
Casos e casos
Se a Ecad é um transtorno aos meios massivos e de grande poder midiático e financeiro me encantaria falar dos pequenos negócios que ou pagam montantes absurdos mensais, quase uma propina para não receberam as visitas surpresas dos delegados. Estes que muitas vezes embargam espetáculos, shows, danceterias do circuito independente que sofrem para não falir e ainda tem de sustentar sabe lá Deus quem com esse "imposto" artístico.
Caso você pretenda um dia na vida ter uma lanchonete que seja, fique você sabendo que para colocar som ambiente poderá ser cobrado pela querida Ecad. Este dentre outros absurdos só podem mesmo acontecer graças ao nível brutal ao qual avança o imperialismo selvagem. É como no caso dos AZTs para combate do vírus HIV, que devido ao tais direitos de patente quiseram proibir que o Brasil produzisse para seu consumo interno e distribuição gratuita via SUS um coquetel genérico.
Segundo coluna Outro Canal, assinada por Daniel Castro na Folha desta terça-feira (26). De acordo com informações da coluna, a emissora irá recorrer outra vez mas, segundo o Ecad, suas chances são mínimas. O órgão afirma que a Band não paga direitos autorais desde 1999 e acumula uma dívida de R$ 70 milhões. Hoje emissoras de TV de todo o país travam guerra judicial contra o Ecad desde 1999, quando o órgão passou a cobrar 2,5% sobre suas receitas.
Mas acho até "pouco" o que estão cobrando perante ao que cobram de casas noturnas, eventos culturais e afins. Nos casos de boates é pior pois muitos sucessos surgem das pistas para depois ganhar a mídia. Então a ingrata senhora Ecad com um poder quase que de polícia fecha casas, embarga espetáculos...
Máfias no divã
Na verdade que se cobre direitos autorais e obviamente los encaminhe aos seus progenitores é plenamente justo. Sou compositor e me sentiria muito mal ao ver uma obra minha sendo explorado por qualquer um. Há que se ter um controle, só não acredito que esse hoje praticado no Brasil seja o ideal. Somente colocaria outros critérios como por exemplo: Espetáculo e shows sem patrocínio deveria ter uma cota menor que os mega espetáculos das máfias das Fundações Culturais e secretarias municipais, estaduais e Ministério da Cultura que tem critérios obscuros e muita raros para a compreensão de meros mortais quanto a eleição e contemplação de suas verbas e apoios culturais.
Com um patrocínio de milhões qualquer um cede percentagens de sua renda a Ecad, mesmo que contra a vontade, ainda assim podendo pagar um advogado para recorrer na justiça. Enquanto isso a maioria de rélis trabalhadores da arte no país minguam a ermo no mar da incultura sufragada da República das Bananas.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Lá vem bomba:
Realites, a epidemia do século XXI
O mundo real e o abstrato sempre podem ser confundido quando se fala de mídia. Na onda eterna dos "realites shows", "novos" surgem e velhos ressurgem. No que depender de Daniela Beyruti, filha de Silvio Santos e diretora-geral do SBT, a exitosa "Casa dos Artistas" uma das maiores audiencias da história da emissora volta à programação. De acordo com a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo, Beyruti quer muito que a atração tenha novamente um horário na TV. A filha do "Dono do Baú", que também planeja colocar o pai no comando dos confinados, argumenta que, apesar do alto custo de produção, o programa tem retorno publicitário garantido. Ela tem encontrado resistência por parte dos diretores mais antigos do SBT.
Em paralelo outro insurgente filho pródigo por outro sinal também esboça voltar da tumba. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, diretor do Big Brother Brasil, está procurando a locação onde acontecerá o reality. Roberto Naar, diretor do programa Mais Você, deixou a atração para dedicar-se ao novo projeto. Qual seria o inovador projeto? Segundo o jornal, há três opções, mas tudo leva a crer que será feito algo envolvendo aventura, pasmem, como o No Limite. A intensão é barrar o possível êxito do projeto que vem sendo cogitado como estréia cercana.
E a tríade se faz completa com a ascendente emissora da Barra Funda. Confirmado! Na próxima quarta-feira, dia 27, estréia o reality show "A FAZENDA". Formato exitoso em muitos país, que em Portugal chamado de "Quinta dos Artistas" teve como ganhador o polêmico Alexandre Frota, que desta vez se faz consultor da Record para o programa. Na próxima quarta-feira, dia 27, estréia. O programa será apresentado por Brito Júnior que já fora afastado do matinal "Hoje e Dia". E aos domingos terá suas eliminações no horário do Fantástico.
Seria uma gigante caldeira de "realismo" pós-moderno nos domingos de nossa famigerado televisão aberta brasileira. Isso me preocupa no sentido de que podemos realmente ter um grande furor de êxito dos três produtos. Um inédito no país e outros dois re-emergidos de um passado não muito distante. Bem que o inédito é uma mescla dos outros dois com a versão feita pela Record do "Simple Life". Mas a pergunta é: Será que o país das novelas (cada vez mais em baixa de índices) estaria preparado para uma overdose de realidade?
Se a máxima de que na TV nada se cria tudo se copia será matiz válida é bem capaz que devido ao retrasado lançamento de "A Fazenda" tenha motivado a pretensão de ressurreição de alguns falecidos midiáticos. O mais triste de qualquer "show de realidade" são as pseudo novas estrelas que estes mesmos constroem. Já diria o nefasto Pedro Bial com seu insustentável jargão: "Vamos ver como anda a vida dos nossos heróis!". Pergunto eu heróis de quem cara pálida?
Longe de ter uma visão apocalíptica dos fatos vejo um prenúncio de fim do mundo. Ao confundirmos o que é real e o que é fantasia. Pois ganhando R$ 30.000,00 por mês para se confinar em uma fazenda, parece-me algo um pouco surreal. Os cachês são um clichê de todos os realites embora seja ignorado este fato por muitos. Enfim, o mundo está tao surreal, decrépto de valores e insensível que parece que precisamos de Shows de Realidade para voltarmos a nos ver como seres humanos. O que será do amanhã responda quem puder...
terça-feira, 12 de maio de 2009
Padrão de Qualidade
Barrados no Baile
A Rede Globo, hoje menos que a anos atrás, sempre teve sua geladeira destinada a artistas e profissionais que migravam por motivos mesmo que justos a outras emissoras. No caso de Padrão, em que fora reincidido um contrato em seu auge como apresentadora do Jornal da Globo, para sagrar-se a estrela maior do jornalismo do SBT. Na época Senior Abravanél dizia que iria investir pesado em jornalismo, apenas bravata. Contratou também Carlos Nascimento então na BAND recem saído também da poderosa, mais uns produtores renomados e foi só. O projeto da emissora paulista naufragou em um jornal um tanto insosso feito por Ana Paula por alguns meses e logo por falta de Ibope rifada da grade.
Como de costume a Vénus bronzeada ao belo sol carioca não tardou em demonstrar seu rancor, Ana não recebeu convite para a comemoração de 25 anos do Jornal da Globo, realizada em 31 de Agosto de 2007, na boate GLS The Week, em São Paulo. Até Lillian Witte Fibe, pois já passara já por inúmeras emissoras até se limar no canal de internet do portal Terra.
Padrão, Globo, Qualidade
Desde 2004 a Record adota uma campanha agressiva tanto de marketing como de bastidores contra a hegemonia global. No setor de jornalismo é onde pode-se também notar isso. Se já nao bastara Celso freitas e Adriana Araújo que tinham a tarimba de ter a cara da Globo e estarem na bancada do principal jornal da casa, agora teremos Ana Paula Padrao a acopmpanhar Celso Freitas contra o casal 20 do jornalismo nacional.
Cada vez mais a record busca factóides midiaticos para repercutir na mídia e no mercado. O Jornal da Record hoje com média mês de 14 pontos perante o principal jornal do país vem fazendo bonito. Ademais se pensarmos que a pouco mais de 5 anos o mesmo noticiário tinha pífios 3 a 4 pontos, à época comandado por Boris Casoy. Agregado a isso agora a Record contará com um peso forte para gerar credibilidade e confiabilidade a seu jornal, Ana Paula Padrão.
A questão levantado por muitos jornais impressos durante a semana, de que Adriana Araújo estaria magoada por perder o posto que tomou a 3 anos, é o que me faz pensar como se pode tentar ofuscar alguém a quem não se quer bem. Creio que nada nem ninguém discute que Adriana foi um marco para o Jornal da Record, sim imprimiu sua marca. Mas o mercado, principalmente o publicitário requer e se alimenta de novidades e agora a tem.
Em entrevista a coluna Ooops do UOL/Folha Ana Paula ressalta que a emissora lhe deu a possibilidade de sair de trás da bancada. "Eu posso ir para a rua, posso fazer matérias legais, entrevistar... não vou ficar amarrada ao estúdio, não." Outra afirmação da jornalista durante a conversa fora de estar seguindo conselhos de seu marido, o economista Walter Mundell. Argumentando que as pessoas a questionavam na rua, perguntando-lhe quando voltaria a apresentar um jornal.
A Record divulgou nesta quinta que a jornalista assinou um contrato de quatro anos para dividir a bancada com Celso Freitas no "Jornal da Record". Enquanto Araújo passara a função de correspondente internacional em Nova Yorque. Deixando de pensar no especifico mais um pouco no geral é um dupla passo agressivo da emissora. Pois ter uma Adriana Araújo em plena crise financeira americana como correspondente internacional é de dar inveja a muito emissora por aí. É meu povo o padrão Globo pode ainda não ter chegado a Barra Funda, em compensação a "Padrão"... Como se diz por aqui: "¡Ya está!".

